Caro produtor rural,
A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença de ocorrência mundial causada por um vírus que afeta somente os equídeos (cavalos, jumentos, burros e mulas). Até o momento, não existe cura nem vacina comprovada cientificamente contra essa infecção. Por isso, a prevenção é a melhor maneira de combater a doença.
A transmissão da AIE ocorre por meio da transferência de sangue do animal infectado para o sadio. Isso pode ocorrer por meio da picada de mutucas e moscas-de-estábulo e, principalmente, de objetos contaminados com sangue infectado, tais como agulhas, arreios, esporas, grosa dentária, entre outros. A transmissão também é possível por meio da placenta, do colostro e do acasalamento.
O período entre a entrada do vírus no organismo e o aparecimento dos primeiros sintomas da doença pode variar de 6 a 70 dias; porém, a média é de 15 a 20 dias. É importante salientar que a maioria dos animais infectados pelo vírus da AIE não apresenta sintomas. No entanto, alguns podem apresentar febre intermitente de 40°C a 41°C, hemorragia sublingual e nasal, fraqueza, anemia, inchaço na região ventral do abdômen, redução ou perda de apetite e depressão.
As formas de prevenção da AIE são: exigir o atestado de exame laboratorial negativo para AIE antes de comprar um cavalo, burro, mula ou jumento; realizar exames em todo o rebanho, no mínimo, a cada seis meses, pois os animais infectados são os principais transmissores da doença; esterilizar todo material que entrar em contato com sangue antes de reutilizá-lo; usar somente agulhas e seringas descartáveis; participar apenas de eventos com concentração de equídeos (leilões, feiras, exposições, rodeios, vaquejadas, cavalgadas etc.) que exijam o atestado negativo do exame sorológico para AIE e que possuam um médico-veterinário para conferir a documentação apresentada.
Fique atento: a validade desse exame é de 60 dias.
Em relação ao animal infectado, o procedimento deverá ser o seguinte: a comprovação da existência de qualquer equídeo com AIE deve ser comunicada às instituições de Defesa Sanitária Animal, representadas, em Minas Gerais, pelo Ministério da Agricultura (MAPA) e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA); após a comprovação, por meio de teste laboratorial (Teste de Imunodifusão em Gel de Ágar – IDGA), de que o animal está infectado pelo vírus da AIE, ele deverá ser marcado, impedido de transitar e, posteriormente, sacrificado, pois é um disseminador da doença; a propriedade que tiver um animal infectado pelo vírus da AIE será interditada até que sejam apresentados dois novos testes laboratoriais negativos consecutivos do rebanho restante, em um intervalo de 30 dias, após o sacrifício do animal positivo.
A Anemia Infecciosa Equina não tem cura. O animal, uma vez infectado, torna-se portador permanente da doença, transformando-se em uma fonte de infecção.
É obrigatório o atestado negativo de exame laboratorial para AIE em qualquer tipo de trânsito dos animais.
(*) Engenheiro-agrônomo; professor universitário; especialista em solos e nutrição de plantas e em geografia, meio ambiente e sustentabilidade.






