Se é verdade que precisamos navegar em águas mais profundas (Lc.5,4) na busca de alcançar mais resultados e atingir determinados objetivos, buscando novos desafios e superando adversidades passadas, não vamos nos limitar a “jogar conversa fora” apenas para os boleiros, nos atrevendo tentar chegar a outros mortais.
Desgraçadamente vivemos em um mundo desigual, desumano, frio, calculista e indiferente, rodeado por todo o tipo de mazela social em que o Estado se apresenta como autor de violências institucionais em quantidades e qualidades, em pleno século XXI. Vige Maria…
Adianta falar da Constituição Cidadã, avançadíssima, mas não respeitada? Das Constituições dos Estados e Distrito Federal e das Leis Orgânicas de nossos Municípios brasileiros? Das Leis Complementares, Estatutos e uma parafernália de normas complementares? Funcionam? São fiscalizados? Olhemos a nosso redor. Tristes constatações …
No país da corrupção, da falcatrua, da picaretagem, do “proteger” figurantes do nosso lado, do jeitinho brasileiro, do faz de conta, há instituições e segmentos sociais que minimizam o sofrimento de uma massa de desiguais, de párias da sociedade, dos menos favorecidos pela sorte. Sim, existem e são merecedores dos maiores encômios.
Muitas de nossas Igrejas, independente do credo; associações; fundações; algumas ações institucionais; programas envolvendo responsabilidade social de determinadas empresas, etc, desenvolvem ações que procuram dar dignidade ao ser humano ou mesmo resgatando dignidades até então perdidas.
O exemplo da lenda do pequeno passarinho que se dedicou à tarefa de transportar água no bico para combater incêndio na floresta ao argumento de que “estava fazendo a parte que lhe cabia”, indiferente da zombaria dos maiorais, é oportuna e deve ser recepcionada.
Governador Valadares e seus moradores de rua; suas cracolândias, em especial a da proximidade do mercado municipal e a da praça da estação; a crucial situação das instituições de longa permanência de idosos (associação Santa Luzia, Lar dos Velhinhos e Fundação Dona Zulmira); das instituições que abrigam dependentes químicos; o desafio de uma cidade impregnada de buracos; a revoltante e degradante situação prisional dos estabelecimentos situados na Comarca: e … muito mais.
O que fazer? Participar, interagir, atender aos chamamentos advindos de setores sérios e comprometidos de nossa sociedade e que visam apenas “fazer o bem”, sem olhar aquem. Ou quedar-se, omitir-se? Tá bom assim, meu caro Bolivar?
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim. O meu jugo é suave e o meu fardo é leve(Mt 11,25-30)”. Tenhamos fé. Acreditemos.
De forma ordeira e civilizada, sem arruaças e politicagem, mas praticando a real e verdadeira “política”, advinda do Latim “politicus”, com o único objetivo de organizar a vida em sociedade e o bem comum, podemos e devemos sim nos envolver, de marcar presença e de nos posicionar.
Cada um sabe do que é capaz. Do que sabe e pode fazer. Basta querer; querer é poder. Dizer que “não tem tempo” não se sustenta. Tempo é questão de preferência. O pouco feito com amor se torna grande na justiça divina.
Olhe a seu redor. Na sua família, na sua comunidade, no seu ambiente de trabalho, em sua igreja, na sua associação de bairro, no chamamento da sociedade civil organizada. Há desafios para todos os gostos.
No Projeto Pingo D’Água, voltado para a prática de pequenas ações solidárias, com suas dificuldades, barreiras e limitações, há espaço para os homens de boa vontade, de coração aberto e que buscam a preservação da dignidade humana. Portas abertas …para todos.
(*) Ex atleta
N.B. 1–Quanto dona FIFA, dona CBF e as grandes potências futebolísticas deste mundão de Deus contribuirão para a Venezuela e sua gente sofrida? E os decantados “craques”, em especial os brasileiros, silêncio sepulcral? O VORCADO não vai poder ajudar…desta vez.
N.B .2 – Nilton dos Santos, Mauro Ramos de Oliveira, Gilmar dos Santos Neves, Waldir Pereira, Carlos Alberto Torres,Wilson da Silva Piaza, Gerson de Oliveira Nunes, José Ely de Miranda, Hilderaldo Luiz Bellini … e outros tantos. Hum…, verdadeiramente craques elíderes que se impunham dentro dos gramados. Estão explicadas as velhas e saudosas conquistas.







