Em terreno acidentado e improvisado, digladiam-se moradores da rua de Cima contra os moradores darua de Baixo, naquilo que se convencionou como sendo uma partida defutebol, popularmente conhecido como o esporte das multidões. Continua sendo, apesar de …
Em pequenas cidades, em um mesmo bairro ou envolvendo litigantes de bairros diferentes, confrontos futebolísticos acirrados se repetem, no esporte mais popular do planeta terra, aquele que faz despertar sonhos, constrói histórias positivas ou mesmo negativas.
BRASIL: País do futebol? Pode ser que sim, pode ser que não. Porém é inegável que se trata de uma paixão nacional envolvendo as mais diversas e variadas camadassociais. País do Rei do Futebol de todos os tempos e cinco vezes campeão do mundo. Confere Bolivar?
Percentual elevadíssimo da população mundial acompanha o desenrolar de mais uma copa do mundo de futebol, agora realizada em três países e contando com uma participação de quarenta e oito seleções, atendendo assim gregos e troianos e proporcionando a participação de esquadras menores, não famosas, de outras plagas.
0 negócio chamado FUTEBOL ganhou contornos antes tidos como inimagináveis e inconcebíveis, tornando os atletas mera mercadoria a ser comercializada, envolvendo todo o tipo de “maracutaia” e a que muitos chamam de “bons negócios”.
O que está ocorrendo no momento atual? Os atletas das grandes seleções estão saindo dosfinais de temporadas exaustivas defendendo as cores de seus times, chegando às seleções em condições físicas temerárias, sendo certo que um número muito grande se lesionou e ficou de fora da disputa do mundial.
Doutos e cultos, incluindo sabichões e mequetrefes midiáticos, de forma irresponsável, se afainam na pregação do que cada atleta ou mesmo seleção está na obrigação de produzir, sem o menor cuidado e respeito com o adversário, com quem está do outro lado.
Do lado brasileiro, muito embora não mais sejamos favoritos, insistem em dizer que nossa seleção tem que ser hexa (pode ser), fazendo vistas grossas para concorrentes que nos dias atuais estão em melhores condições, praticando um futebol mais coletivo e solidário.
Querem que o técnico Carlo Ancelotti, ético, descente, competente e simpático, os atendam em suas bizarrices, gostos e vaidades. De sobra, fazem vistas grossas para o esforço, dedicação, união e muita boa vontade de um grupo de atletas que está ‘correndo’ dentro das quatro linhas, cada um dando o seu melhor.
Ganhar, perder ou empatar, eis a máxima de uma partida de futebol ou mesmo de uma competição esportiva. Resta competir com dignidade, lealdade e propósito. Ao término da jornada, nada melhor do que uma serena análise, avaliação e reflexão.
GANHAR é hipótese e consequência. Ganhar sem humildade é perder no placar da história. PERDER faz parte do jogo. Muitas vezes perder traz aprendizado, provocando reflexões. Perder limpamente, muitas vezes é melhor do que ganhar de forma não republicana.
No futebol, o empate ensina paciência. O importante, o que conta, é o que foi deixado em campo. Normalmente o placar define um jogo. O caráter define os participantes, seja na vitória, na derrota ou mesmo no empate.
Se futebol fosse só ganhar, seria fácil. A graça está em aprender a lidar e conviver com os três resultados possíveis: ganhar, perder ou empatar. Às vezes falta humildade, sabedoria, inteligência, observação e discernimento. Os DEUSES do futebol também escrevem suas histórias. E cada COPA tem a sua história. Aguardemos.
(*) Ex atleta
N.B. 1–Alvissareira a notícia de que Neymar Júnior teria feito doação de 250.000 dólares para instituições assistenciais da Venezuela, em decorrência do sofrimento que assola aquele país e seus habitantes no momento atual. Puxou a fila … quem mais terá o mesmo procedimento?
N.B .2 – Nosso Democrata Pantera se despediu da disputa da série D do Brasileirão 2026. Hora da reflexão, avaliação e planejamento para o ano vindouro ou mesmo para o segundo semestre do corrente ano.
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