Dos bons tempos da velha guarda – alô Bolivar, a sabedoria e qualificação ímpar de quem fazia uso do Pó Royal no acabamento do bolo caseiro, fermento indispensável para o seu acabamento, não importando ser ele de fubá, de cenoura, de chocolate, de laranja e de tantos outros mais que podem ser listados. Ficaram saudades…
Fermento é uma substância que faz as massas crescerem, ficam leves e cheias de ar. O fermento químico, próprio para bolos, leva bicarbonato de sódio e ácidos. O pó royal é uma mistura de substâncias químicas que reagem quando entram em contato com líquido e calor.
Em inúmeros de nossos “papos” temos dito e repetido que vivemos em um mundo injusto, desigual e desumano, que piora a cada dia, com alguns soberanos terrestres se colocando acima do bem e do mal, ditando normas e regras que provocam sentimentos e sofrimentos de cortar corações. Queimarão no fundo dos infernos…
Nosso país, que já foi o país das maravilhas, lamentavelmente carece de determinados valores, dentre os quais valores éticos, legais e morais, inclusive quando se fala de autoridades e figurões de patamares superiores, nas esferas federal, estadual e municipal.
Despercebido da maioria de nosso povo, medidas de exceções vêm ocorrendo, legislações ignoradas, cerceamentos e limitações vão sendo impostas sob olhares de quem tem o dever e obrigações de freá-las ou mesmo combatê-las.
Um país dividido sob a máxima do “nós” contra “eles”, radicalização exacerbada, de consequência deletéria. Os mais simplórios e humildes, sob fogo cruzado, se tornam reféns de poderosos, influentes e sanguinários. E não se trata do PCC ou CV. São outros mais…
Vivemos em sociedade. Tomamos conhecimento das desigualdades. A que nos filiamos? Órgão de classe? A uma religião? Clube de serviços? Uma associação de bairro? A alguma instituição que assiste pessoas em estado de vulnerabilidade social? Ou simplesmente não queremos nos comprometer?
Quem detém maior importância ou envolvimento, tem a obrigação ímpar de buscar combater desigualdades, injustiças e desafios, prestando contas de seus atos. Porém, o comprometimento dos mais humildes consiste na valorização do esforço e de respeito ao próximo, através da dedicação diária na arte de fazer o bem.
Comumente convivemos com os dois extremos: com pessoas muito responsáveis, porém pouco humildes. Outros existem, extremamente humildes, porém irresponsáveis. O que fazer? Como humano, o Filho de Deus foi o mais desprezado, porém foi o mais responsável e digno em todos os sentidos. Importante refletir e … quem tem ouvido, ouça.
Aos mortais privilegiados, pouco agradecidos, que quase sempre fazem uso da máxima de que “não tenho tempo” ou “não me sinto capaz”, o alerta de que todos somos responsáveis, independentemente da ausência estatal. Sempre há algo a nosso alcance …
Somos FERMENTO. Vivemos em uma sociedade desigual. Não devemos nos omitir. Podemos e devemos participar em forma de questionamentos, na procura do conhecimento, no encaminhamento e na manifesta vontade de interagir. Às vezes, dar o ouvido, faz a diferença. Ver, ouvir e encaminhar …faz muita diferença.
Querer é poder. Omitir-se, jamais. Agradecimento, deve ser secundário. Até porque nem sempre paramos para agradecer o dom da vida, do que conseguimos e do privilégio de viver em condições de normalidade. Resta-nos retribuir minimamente um pouco de tudo aquilo que o Criador do Universo nos concedeu. Privilegiados, somos.
Com nossa disposição, com nosso exemplo, com nossa motivação, podemos sim, de forma responsável e sem sensacionalismo barato, contribuir para que desigualdades sejam sanadas ou mesmo diminuídas, tornando-nos FERMENTO a dar forma e sabor positivos a demandas que se apresentam diariamente, pela manhã, à tarde e à noite.
(*) Ex atleta
N.B. 1– Com tantos recursos disponibilizados para melhoria de nossas arbitragens, urgem medidas drásticas/punitivas em relação às revoltantes simulações de nossos futebolistas durante as partidas. Punições altíssimas seriam bem-vindas … para o bem do futebol.
N.B .2 – O futebol amador de Governador Valadares se despediu na semana que se foi de Wederson José de Paula – o ex-atleta SÃO, que brilhou no Coopervale por anos e anos. Pessoa simples, do povo, deixa saudades, muitas saudades.






