Crepúsculo do dia 19 de julho de 2026. Encerra-se a disputa de mais uma copa do mundo de futebol masculino, realizada no Canadá, México e Estados Unidos da América, uma inovação de dona FIFA e que deve ocorrer nas próximas copas. Há inúmeros interesses comerciais e financeiros, alguns inconfessáveis por razões óbvias.
Quando o dia seguinte amanheceu, a copa do mundo já fazia parte da história. Ela foi marcada por sentimentos diferentes: para uns, é a alegria da vitória, da conquista; para outros, a tristeza da derrota. Porém, para todos, permanece a certeza de que o futebol foi capaz de unir milhões de pessoas em uma mesma emoção.
O futebol é uma paixão … mundial. Existem visões, entendimentos e comentários para todos os gostos, ainda que inúmeros reprováveis, inconsistentes e marcados pelo sensacionalismo barato ou mesmo de qualidade precária e duvidosa.
Quarenta e oito países/seleções participaram da competição. Apenas uma se tornou vencedora; houve uma segunda colocada, uma outra ficou com a terceira colocação, outra mais com a quarta colocação e assim por diante. O título da primeira, simplesmente incontestável.
As bandeiras são guardadas, as camisas voltam aos armários e a rotina reaparece. As conversas nos mais variados locais, nos cafés, nas escolas e nos ambientes de trabalho ainda falam dos gols, das defesas milagrosas, dos equívocos das arbitragens, das surpresas e de momentos inesquecíveis. Cada um com uma lembrança especial, vencedora ou não.
Entretanto, o dia seguinte proporciona momento único de reflexão. Cada “escrete” analisa seus acertos e seus equívocos, com os futebolistas pensando em desafios futuros. Quanto ao torcedor, este já começa imaginar e sonhar com a próxima copa. Afinal, uma copa termina, mas a paixão pelo futebol continua. Trata-se da maior competição futebolística do planeta.
Naquilo que no passado que já está ficando distante, se convencionou chamar de “país do futebol”, referência que se fazia ao Brasil, não corresponde à realidade dos dias atuais. O futebol, nos tempos em que vivemos, é um esporte mundial, independente de continente em que é praticado, densidade e população de qualquer país. Então, viva o futebol.
No mundial que se findou, teve de tudo: ingerência política, arrogância de perdedores, belos exemplos e emoções de futebolistas humildes, exemplo de esportividade proporcionado por Inglaterra x França, inúmeras despedidas e o coroamento de uma conquista por uma equipe homogênea, solidária, muito bem treinada e desprovida de estrelas.
Perplexidade marcou a partida final e sem que as crianças fossem retiradas da sala, espetáculo deprimente foi proporcionado pela equipe derrotada através de agressões físicas contra alguns dos atletas vencedores, afora comportamento deplorável durante a premiação. Uma lástima.
A insistente e irresponsável desinformação que é passada ao brasileiro simpatizante de tal prática esportiva, iludiu e vem iludindo nosso povo nos momentos que antecedem certames mundiais de futebol, com ilusórias afirmativas de nosso favoritismo ou alinhamento aos principais favoritos ao título. No mundial que se findou, não foi diferente.
Em tudo na vida, no futebol também, uma regrinha básica: Planejamento, projeto e trabalho. Tudo que falta no futebol brasileiro, impregnado de todo o tipo de prática nociva. Nosso grupo de futebolistas, a quase totalidade vivendo fora de nosso país, é o menos culpado de nosso atual fracasso. Um grupo de atletas pouco mais do que limitados, não craques.
Muito mais do que uma competição, uma copa do mundo deixa um legado de união entre culturas, respeito às diferenças e celebração do inconteste talento humano. O dia seguinte sintetiza o fim de um espetáculo, mas também o início de novos sonhos, expectativas e contagem regressiva para que, mais uma vez, o mundo pare para assistir ao futebol escrever outra página de sua história.
Ao Brasil, resta ter humildade, vontade e muita disposição para promover as reformas de que necessitamos também no futebol – no país como um todo carecemos de inúmeras reformas … que a classe política não recepciona. Fiquemos então no futebol. Coragem.
(*) Ex atleta
N.B. 1–Quantos sofrimentos causados à outrora Princesinha do Vale, hoje uma envelhecida RAINHA, cercada por desafios assustadores. No passado tivemos Doutor Joaquim de Assis Martins Costa, Talmir Canuto Costa, Antônio Rodrigues Coelho, o “morubixaba” Albergaria, Mendes Barros e muitos de boa vontade. O que fizestes aos Deuses “Valadares”?
N.B .2 – Deixem o Vasco da Gama buscar novos rumos minha gente. Adoção de uma SAF é um direito legítimo e “enteado”, juridicamente falando…, pode perfeitamente injetar recurso financeiro no clube de São Januário. Arrogância que se repete.
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