Luzes

FOTO: Arquivo/DRD

Como previsto no artigo anterior, de 05 de abril, domingo, sobre placas de NÉON ANOS 60 em GV, este terá um pouco de sua continuidade, associado ao artigo “Luzes de Valadares”, publicado em 20 de outubro de 2024.

A cidade já teve muitos outros luminosos, como o do icônico Cine Sir. Em meados da década de 70, localizado na avenida Minas Gerais, onde estão instaladas hoje as Lojas Americanas, o cinema tinha um enorme letreiro, com o nome CINE (menor) e SIR (enorme), circulados por pequenas faixas de néon de várias cores que piscavam intermitentes, em constante movimento, um show de luzes. Antes, naquele local, funcionou o famoso (para a época) Cine Ideal, que foi reformado posteriormente para se transformar no luxuoso SIR, que, na realidade, são as letras iniciais do nome da família Sotero Inácio Ramos, que administrou por muitos anos vários cinemas na cidade.

Foi ali que foram projetados filmes famosos: “King Kong” (1976), estrelado pela bela Jessica Lange; “Tommy”, baseado na ópera-rock da banda The Who, lançado em 1975; “Taxi Driver”, de 1976, clássico dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Robert De Niro; o tenso “Tubarão”, de 1975; e “Rocky, um Lutador”, filme americano de drama esportivo.

No topo do Hotel Realminas funcionou, por muitos anos, uma imensa placa de néon com várias funções pisca-pisca. Posteriormente, no início da década de 80, o GPH (Governador Palace Hotel) também instalou, no alto de seu terraço, um imenso letreiro em várias cores e movimentos.

Hoje, na era digital, a cidade está coalhada de placas eletrônicas em LED, tendência que se alastra. São vibrantes, dinâmicas e estão por toda parte. Uma grande rede de supermercados instalou vários painéis em frente às suas lojas, e ainda há painéis instalados no Mercado Municipal, em esquinas da Marechal Floriano, na Israel esquina com MG, na praça do shopping e muito mais. Isso sem falar na tendência atual da arquitetura em iluminar fachadas de prédios, casas, lojas etc., verdadeiro espetáculo que pode ser chamado de “Luzes de Valadares”.

Por falar em luzes, nesses tempos de novos conceitos de ensino, conhecimento e muita tecnologia, as formas e instrumentos de informação vão se modificando. Um exemplo é a avaliação do desenvolvimento de um país por meio de mapas ilustrados com luzes. Indústria, comércio, rodovias, cidades e parques, com suas iluminações, são indicadores visuais de prosperidade, que irradiam atividades humanas econômicas. Entre outros indicadores visuais, está o mapa conhecido por “Night Earth”, que, numa tradução livre, significa “Noite na Terra” ou “Terra à noite”. Esses mapas usam imagens de satélites para representar a claridade noturna do planeta, que reflete principalmente a existência de grandes cidades.


(*) Crisolino Filho é escritor, advogado e bibliotecário | E-mail: crisffiadv@gmail.com | WhatsApp: (33) 9.8807-1877 | Escreve nesse espaço quinzenalmente

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