Para surpresa dos mundanos do futebol, em 1.958 o Brasil se tornou campeão do mundo. Afora os anormais Pelé e Garrincha, a seleção canarinha contava em quantidade e qualidade com craques extraordinários. Gilmar, Beline, Nilton Santos, Zito, Dino Sani, Didi, Vavá, Mazola, Zagallo, senhor PEPE, etc, etc. Bastou Feola ouvir, atender e não atrapalhar…
Nas demais conquistas mundiais por nosso país, cada uma teve suas histórias e particularidades, porém, inegavelmente, sempre contando com craques em profusão. E que tinham e tiveram prazer em defender as corres de nosso país. Algo inimaginável para os tempos atuais.
Seleções de outros países, recheadas de craques consagrados, também alcançaram o título maior, ainda que Holanda, Hungria, Dinamarca, Tchecoslováquia e outros mais, com seleções brilhantes em determinadas oportunidades, tenham ficado no meio do caminho.
Estamos próximos do início de mais uma copa do mundo de futebol, com excesso de participantes (futebol virou comércio altamente lucrativo) e por conseguinte, a ser realizada em três países diferentes. Há de se atender a todo o tipo de interesse…
Ao contrário dos certames mundiais anteriores, o Brasil não ‘carrega’ o rótulo de favorito ao título, agora à cargo de França, Espanha, Alemanha, Portugal e Argentina, limitando-se a figurar no pelotão intermediário, quem sabe tornando-se ‘um azarão’.
De tudo o que vem ocorrendo no futebol brasileiro – de positivo ou negativo, querendo ou não querendo a turma do Leão, Oswaldo de Oliveira e outros mais, e também parte da mídia raivosa, a contratação de CARLO ANCELLOTI para comandar a seleção canarinha, e não vermelhinha, foi medida sábia, justificável e que merece os aplausos de quem ainda sonha com resultados positivos de nossa seleção, ainda que não seja para agora.
Tão criticada e defenestrada, dona CBF acaba de renovar o contrato do Italiano para até 2.030, em medida corajosa e que deve ser entendida como sinais de renovação que deve ser feita no futebol brasileiro, pós copa de 2.026. Independentemente do resultado alcançado…
Feita a convocação dos notáveis e não notáveis 26 para defenderem as cores nacionais na copa, feita por quem de direito e não pela mídia, dirigentes ou empresários, os integrantes de mesas redondas, ovais e quadradas, por horas e horas se deliciaram com suas críticas, avaliações e comentários os mais diversos, chegando ao cúmulo de escalarem a seleção para a estreia. Falta combinar com o Italiano.
Na realidade os integrantes do mundo do futebol que tenham um mínimo de discernimento, conhecimento e equilíbrio, sabem que são mínimas as chances do escrete brasileiro se tornar campeão do mundo no certame que se avizinha. Dura realidade e constatação.
O holandês Rinus Michels, o húngaro GysztivSebs, o alemão DettmarCramer, o inglês Arsène Wenger, o também holandês Johon Cruyff, o português José Mourinho, TELÊ SANTANA, o espanhol Pepe Guardiola, o argentino Marcelo Bielsa, Flávio Costa, os italianos Arrigo Sacchi eGiovanni Trapattoni, dentre tantos extraordinários técnicos de futebol, não se tornaram campeões do mundo dirigindo seleções.
Carlo Ancelloti foi extraordinário futebolista e como técnico dispensa comentários. Vencedor como poucos. Daí, com uma varinha de condão fazer do Brasil campeão mundial de 2.026 é desafio descomunal. Possibilidade ínfima, tá certo Bolivar?
Ocorreram baixas significativas na composição do grupo em decorrência de contusões, opções na convocação que devem ser respeitadas e curto período para treinamentos, acertos e definições da esquadra. Resta-nos acompanhar, torcer e aguardar. Oxalá que os deuses do futebol, mais uma vez, estejam do nosso lado, em que pese as limitações de nossos atletas.
Efetivamente “o treineiro” não joga, não entra em campo, não prioriza o companheiro melhor colocado, limitando-se, na área técnica, a passar informações e fazer costumeiras cobranças. Quando muito, valer-se da alternativa das substituições que lhes são asseguradas. Tenhamos cuidados nas cobranças, críticas e reclamações.
(*) Ex atleta
N.B. l –Diante de tanta pobreza de entendimento e expressão de determinados personagens, gratificante acompanhar entrevista com o capacitado, ético e dinâmico Murici Ramalho. Pena que seu estado de saúde não lhe permite mais desempenhar as funções de técnico de futebol.
N.B.2 –Louvável a atenção e respeito que vem sendo dada pela CBF aos brasileiros campeões mundiais de futebol no passado. Fizeram história. São merecedores.
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