Para supersticiosos e não supersticiosos, passando pelos pessimistas de plantão, agosto é um mês marcado por tragédias e acontecimentos ocorridos em nosso país, com implicações, em alguns casos, em mudanças de rumo quando se fala de governabilidade.
Em 24 de agosto de 1954 ocorreu o suicídio do então presidente Getúlio Vargas; em 25 de agosto de1961 tivemos a renúncia do então presidente Jânio Quadros; em 22 de agosto de 1976 o fatídico acidente na via Dutra que ceifou a vida de Juscelino Kubitschek; em 13 de agosto de 2014, em campanha eleitoral, faleceu em desastre aéreo o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos; em 31 de agosto de 2016 houve o encerramento do processo de impeachment e afastamento de Dilma Roussef.
Para o valadarense, em especial para aqueles que já atingiram a melhor idade, agosto marca a partida para o plano superior da figura marcante de TEODORO Antônio Arais – O Tio ADORO, do Colégio Ibituruna, da Faculdade de Administração de Empresas e das comunidades mais carentes da periferia da cidade. Deixou-nos em agosto de 1997.
De Teodoro muito já se disse, já se falou, já se escreveu. Porém, muito mais há de ser dito, falado e lançado em páginas da verdadeira história da então Princesinha do Vale, agora uma rainha envelhecida e vivendo os piores momentos de sua existência.
Padre Teodoro pode e deve ser apresentado como um religioso cuja atuação foi além dos espaços tradicionais da Igreja, demonstrando um forte compromisso com as questões sociais e com a valorização da dignidade humana. Sua trajetória representou a importância de uma liderança religiosa que não permanecia indiferente diante das dificuldades enfrentadas pelas pessoas, especialmente por aquelas que vivem em situações de vulnerabilidade.
Por meio de sua atuação, Padre Teodoro evidenciou que a religião também pode exercer um importante papel na transformação da sociedade. Seu trabalho esteve relacionado ao acolhimento, à solidariedade e à defesa daqueles que muitas vezes não tinham e não têm voz ou acesso aos seus direitos. Nesse sentido, sua postura demonstrou que a fé pode ser colocada em prática por meio de ações concretas em benefício da comunidade.
As causas sociais assumiram um papel importante em sua missão, principalmente porque envolviam problemas como pobreza, desigualdade, exclusão social, falta de oportunidades e dificuldades enfrentadas por famílias ou mesmo pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao se aproximar dessas realidades o religioso sempre demonstrava sensibilidade diante do sofrimento humano e buscava contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Outro aspecto importante de sua atuação foi o incentivo à participação da comunidade. As mudanças sociais não dependem apenas de ações individuais, mas também da união entre as pessoas e do fortalecimento dos vínculos comunitários. Dessa forma, o trabalho de Padre Teodoro serviu de inspiração para que outras pessoas também desenvolvessem atitudes de solidariedade e responsabilidade social.
Ser um religioso voltado para as causas sociais significa compreender que cuidar do próximo não se limita às palavras, mas envolve atitudes, compromisso e disposição para enfrentar as dificuldades presentes na realidade. Padre Teodoro representou, portanto, uma forma de vivenciar a religiosidade por meio do serviço ao próximo, da defesa da dignidade humana e da busca por melhores condições de vida para aqueles que mais necessitavam.
Assim, sua atuação nos mostrou que a fé pode estar diretamente relacionada à promoção da justiça social. Ao dedicar parte de sua missão às necessidades da comunidade, Padre Teodoro contribuiu não apenas para o fortalecimento espiritual das pessoas, mas também para a construção de relações mais humanas, respeitosas e solidárias. Sua trajetória entre nós, muito lembrada, reforça a importância de religiosos comprometidos com a realidade social e dispostos a transformar valores de amor e fraternidade em ações concretas.
De bom alvitre lembrar que grandes e importantes lideranças dos diversos setores de nossa cidade passaram pelos bancos escolares do Colégio Ibituruna, tempos em que um extraordinário número de religiosos e leigos, sob a batuta de Teodoro, comandavam o educandário.
Saudades. Muitas saudades. Lembranças. Muitas lembranças. Religioso simples, de poucas palavras, carismático por excelência. Sempre disposto a ouvir, observar, orientar, entender e compreender. Um enviado do Criador do universo.
Teodoro Antônio Arais, um administrador por excelência. Um visionário. A ele, gerações valadarenses que não são poucas, devem mergulhar em viagens de volta ao passado, revendo filmes e situações marcantes. Obrigado seu PADRE.
(*) Ex-atleta
N.B. 1– Somos tricolores de coração. Assim, nos permitimos dizer e contestar a conduta e procedimento da torcida tricolor em relação a Jhon Arias quando da partida Fluminense e Palmeiras. Devemos tê-lo como ídolo, não como desafeto. Deu-nos uma Libertadores.
N.B .2 – Nos grandes centro europeus os futebolistas deixam os árbitros conduzirem as partidas. Em nosso país, na América do Sul em especial, os futebolistas “aprontam” durante as partidas, inviabilizando o trabalho dos árbitros. Urgem medidas sérias.
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