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FIV e FeLV: o que são essas doenças de gato?

FOTO: Freepík

Para os gateiros é fundamental entender sobre a FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) e a FeLV (Vírus da Leucemia Felina). Essas doenças virais são graves. Mas, com informação e cuidados adequados, muitos gatinhos podem conseguir viver com qualidade por bastante tempo.

A FIV, conhecida como “AIDS felina”, enfraquece o sistema imune do gato, tornando-o vulnerável a infecções simples. Já a FeLVpode causar tumores (linfomas), anemia severa e supressão medular.

Ambos os vírus afetam apenas felinos, não sendo transmitidos para humanos ou cachorros.

Para prevenir o vírus é importante entender como ocorre sua transmissão. A FIVé transmitida principalmente por mordidas e arranhões profundos em brigas. A FeLV se transmite através da saliva e secreções quando são compartilhados potes de comida, água ou através da lambedura. Mães infectadas podem passar a doença para os gatinhos.

Muitos gatos infectados ficam sem sintomas por meses ou anos. Quando os sinais clínicos estão presentes podem ocorrer perda de peso, falta de apetite, gengivite, estomatite, infecções recorrentes, febre, apatia, anemia e aumento de linfonodos.

O diagnóstico é feito principalmente por um teste rápido de sangue, que detecta anticorpos da FIV e antígenos da FeLV, fornecendo um resultado imediato. É importante testar todo gato novo em casa, ou com acesso à rua. Quando o gatinho é muito novo e o teste for positivo, é recomendado repetir o teste em 60 dias, para confirmar se não eram anticorpos da mãe. Gatos negativos não devem conviver com positivos.

Não há cura para gatos positivos, mas existe tratamento para manter a qualidade de vida. Gatos infectados não devem ter acesso à rua, para evitar a transmissão da doença e não contraírem infecções.É importante realizar acompanhamento veterinário semestral, nutrição adequada para manter a imunidade alta e controle do estresse. A castração é indicada para reduzir brigas e fugas.

Existe vacina contra FeLV, indicada para gatos com acesso à rua ou que convivem com outros felinos, e deve ser aplicada em gatos saudáveis após o teste com resultado negativo. Recomenda-se iniciar com duas doses (a partir de 8-9 semanas) e reforço anual.

Embora não haja cura, um gato positivo para FIV ou FeLV pode viver com boa qualidade de vida por anos, com os cuidados adequados.


(*) Professora do curso de Medicina Veterinária da Unileste, mestra em Ciências Veterinárias, clínica e cirurgiã de cães e gatos. Instagram: @ptucunduva

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