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Como minimizar os efeitos dos fogos de artifício nos pets

Imagem ilustrativa Chat GPT

Nesta época de fim de ano, o uso de fogos de artifício é comum. No entanto, o barulho pode ser muito prejudicial à saúde dos animais, gerando desconforto, estresse prolongado e quadros de ansiedade.

Isso acontece porque os animais possuem uma capacidade auditiva muito mais potente do que a dos seres humanos. Cães podem captar sons de até 40 mil hertz, enquanto os gatos possuem um alcance auditivo de até 65 mil hertz. Em comparação, a audição humana alcança até 20 mil hertz.

É importante observar os sinais de ansiedade para entender a intensidade do desconforto. Podem ocorrer tremores, taquicardia, respiração acelerada, tentativas de se esconder e salivação. Além disso, algumas alterações comportamentais podem acontecer, como automutilação, vocalização intensa e recusa de alimento.

Com o barulho dos fogos de artifício, muitos animais podem entrar em estado de pânico e apresentar comportamentos de fuga, o que pode causar acidentes, como cortes profundos ao atravessar portões ou grades e até fraturas, devido a quedas ou atropelamentos.

Lidar com o medo dos pets em relação ao barulho exige compreensão e estratégias cuidadosas. Crie um ambiente calmo e seguro para abrigar o animal, de preferência dentro de casa, com portas, janelas e cortinas fechadas, para reduzir a entrada de sons e ruídos externos. Não deixe o pet sozinho nesse momento; é importante proporcionar tranquilidade e segurança, visando acalmá-lo. Ligar a televisão ou colocar música pode ajudar o pet a sentir menos desconforto auditivo.

Outra estratégia é a técnica “Tellington Touch”, ou “toque do pano”, que tem como objetivo amenizar fobias, traumas e reduzir o estresse. O corpo do animal é envolvido de forma confortável em um pano (como bandagens ou faixas de tecido), gerando uma leve pressão e promovendo maior sensação de segurança durante eventos com altos ruídos.

Algumas estratégias terapêuticas também podem auxiliar, como a administração de agentes psicoativos alopáticos e homeopáticos, além de nutracêuticos, feromônios sintéticos e florais de Bach. A indicação deve ser feita por um médico-veterinário, de forma individualizada, de acordo com a necessidade de cada caso.

O uso de fogos de artifício sem barulho está em expansão no Brasil, impulsionado por legislações municipais e estaduais que proíbem estampidos. A mudança visa aumentar a empatia e a segurança nas festividades de fim de ano, evitando estresse em animais e em grupos sensíveis ao ruído.

(*) Professora do curso de Medicina Veterinária da Unileste, mestra em Ciências Veterinárias, clínica e cirurgiã de cães e gatos. Instagram: @ptucunduva

As opiniões emitidas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores por não representarem necessariamente a opinião do jornal.

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