Proporcionalidade e comprometimento

No mundo globalizado dos dias atuais onde valores, normas e princípios são relativos em observância aos interesses dos poderosos, equivalendo-se a dizer que para os maiorais tudo pode e que para os demais nem sempre, há de se tecer loas para alguns figurantes.

Desigualdades, rompantes e autoritarismos saltam aos olhos, em um vale tudo próprio da idade médiaem que predominava o barbarismo das invasões e a ocorrência da queda do império romano, quando cabiam aos servos o trabalho produtivo para manutenção dos poderosos.

Estamos retornando às origens ou mesmo ao passado? O que vemos nos dias atuais em todos os setores da vida mundana? O que se passa na terra de Santa Cruz? Radicalismo selvagem do “nós” contra “eles”? Ingerências desmedidas de um Poder em relação a outro? O prenúncio não é bom meu caro Bolivar.

Um país tropical, lindo para ninguém botar defeitos, constituído de uma Capital Federal, Estados em profusão, Municípios idem, com uma população que ultrapassa 210 milhões de habitantes e onde disparidades sociais se apresentam como os maiores desafios.

Previsões legais não faltam, pelo contrário, as temos em profusão. Uma bela Constituição Federal, as Constituições Estaduais, as Leis Orgânicas dos Municípios, leis Especiais, Conselhos, Resoluções, Atos Normativos, Agências (des)reguladoras, Órgãos de Fiscalizações e tudo o mais que se possa pensar. Semelhante a festivais.

Ainda assim, porque tantas mazelas? Porque nossa descomunal dívida social? Não somos todos iguais perante a lei? É verdade que todos nascemos livres e iguais em direitos e dignidade? É para valer ou simplesmente mera retórica, apenas palavras e discurso vazio?

Muito em moda a fábula do beija-flor de Paulo Coelho, agindo intensamente para ‘apagar’ determinado incêndio na floresta, com idas e vindas ao rio na busca do precioso líquido para acabar com tal adversidade. Questionado sobre a impossibilidade de êxito, teria se expressado: “estou fazendo minha parte”.

Ailton Neves de Assunção – mais conhecido como “SAPO”, pessoa simplória e humilde, apaixonado pelo futebol, conhecidíssimo na ‘Niterói Valadarense, demonstra sua inquietude ao se deparar com pessoas em estado de vulnerabilidade social.

No último dia 1º DE MAIO – DIA DO TRABALHJO, sem medo de ser feliz, juntamente com uma plêiade de amigos da Niterói Valadarense – galera do Minas Clube em peso, fez realizar interessante partida de futebol envolvendo pessoas da velha guarda, DESCULPA para arrebanhar doações de donativos e materiais de limpeza encaminhados para duas instituições assistenciais de nossa cidade.

Contou ele, por ocasião do evento, com a presença e atendimento de considerável número de integrantes da velha guarda que fica do lado de cá da PONTE, à frente o ‘velho’ Maleiro e seu entusiasmo. Contagiante. Belo exemplo.

AILTON ‘Sapo’ não detém cargo importante. Não é magnata. Não é agente político. É pessoa do povo, simplório, comprometido. Atento ao que passa a nosso redor. Tem sentimento e visão social. Preocupado com os mais necessitados. E o que é de suma importância: tem credibilidade no mundo em que vive. No mundo dos humildes.

Na Princesa envelhecida, há um clamor social. Discute-se quem manda mais com acusações e suspeições de todos os tipos. Enquanto isto demandas as mais diversas estão a esperar. Há pessoas que por suas importâncias, respectivos status sociais e pelas posições que ocupam, muito mais ou de alguma forma, poderiam diminuir parte do sofrimento de necessitados.

Proporcionalmente do que dispõe nosso AILTON, sua iniciativa e comprometimento são dignos dos maiores elogios, servindo de exemplo a muitos dos nossos, em especial para a categoria dos BOLEIROS da velha guarda. Oxalá apareçam novos “Ailton’s”.  Valeu ‘cara pálida’.


(*) Ex atleta

N.B. l –Como se não bastassem as péssimas arbitragens em nosso futebol, o pseudo consultor Paulo César de Oliveira presta um desserviço descomunal com análises e entendimentos contrários ao que ocorre no campo de jogo. Estaria assistindo outra partida?

N.B.2 – Revoltante a irresponsabilidade, falta de compromisso, frieza, indiferença e outros qualificativos mais por parte de futebolistas em nosso país, cujas condutas levam às advertências com cartões amarelo e vermelho e que em muitos casos, mudam ou concorrem para os resultados das partidas. Os tempos exigem mudanças de comportamentos.

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