A influência deixada por padre Quevedo

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FOTO: Divulgação

Nascido em Madrid, em 1930, padre Oscar Gonzáles Quevedo morreu aos 88 anos, em Belo Horizonte. Considerado o mais importante cientista da parapsicologia, estudou em várias universidades o assunto, doutorando-se nessa ciência importante para os paranormais, sendo importante na elucidação de casos de fraudes, tendo trabalhado na TV até 2000, sempre mostrando casos de ilusionismo e charlatanismo utilizados por falsos médiuns. Poliglota, publicou seus livros em vários idiomas e, segundo informações dos jesuítas, era capaz de traduzir do grego toda uma Bíblia.

Padre Quevedo, com suas experiências, ajudou muita gente a se situar, pessoas que apresentavam sintomas fora do comum e não sabiam como traduzi-los por medo de serem tidas como esquizofrênicas ou charlatãs. E aqui vai o porquê de ter escolhido esse assunto, enquanto na mídia o louco João de Deus aprontava das suas, devendo se chamar “filho do Diabo.” Acontece que, há vários anos, eu sofria por ver vultos e falar coisas que depois aconteciam. Nunca levei a sério, pois era católica, estudante em colégio de freiras e tentava de todas as maneiras disfarçar coisas ou fatos vistos só por mim.

A história começou em minha infância. Teria uns cinco anos e meu irmão mais velho desapareceu sem deixar sinais ou notícias por mais de seis meses. Ele foi levar uma boiada e desapareceu no Pará. Buscas extenuantes da família e nada. Uma tarde virei para minha avó e minha mãe e lhes disse: “Flaudísio está chegando”. Minha avó teria retrucado: “Ela tomou muito sol e está delirando”. Meia hora depois, os vaqueiros chegaram da fazenda gritando que meu irmão havia chegado à entrada da cidade. Daí para frente era tal de sonhar e acontecer que passei a ser insegura e a ter sempre medo de mim. Já universitária, o padre Gonçalves, da paróquia São José, de Belo Horizonte, deu-me bomba em latim. Com raiva lhe disse: “Sua igreja vai cair”. E caiu. Minhas colegas passaram a me chamar de maga patológica, e o fato só piorou, porque ganhamos uma excursão ao Egito. Por não poder viajar, falei-lhes: ”Eu não vou, mas vocês também não”. Os aviões que nos levariam foram retirados, porque rebentou o Movimento de 64. Não tive mais paz.

Após isso, resolvi que seria espírita e uma amiga dissuadiu-me da ideia, argumentando que me faltava fé para isso. Aí alguém se lembrou de padre Quevedo. Fui à sua procura. Estava viajando. Nisso, formei-me e, numa das levas do destino, vim parar em Valadares. Contando a Nívea Freitas, colega na antiga FAFI, minhas preocupações, ela me disse que viria um especialista em paranormalidade, padre John Egg, que daria um curso sobre esse assunto. Foi aí que soube da sensibilidade extra que me fazia ter telepatia, premonição, pois minha energia captava, às vezes, além dos cinco sentidos. Fiquei apaziguada e depois, quando outros fenômenos surgiram no decorrer da vida, tirei de letra por saber que tudo ocorria, porque minha energia psíquica trabalha muito: sou sensitiva.

Antônia Izanira Lopes de Carvalho | Membro da Academia
Valadarense de Letras | E-mail: aizanira@hotmail.com