Ano que queremos viver!

FOTO: Antônio Cruz/Agência Brasil

O ano de 2025 chega ao fim deixando marcas profundas. Foi um período difícil para o Poder Legislativo, pressionado por crises políticas, distanciamento social e baixa participação popular. Também foi um ano desafiador para o Poder Judiciário, que enfrentou acúmulo de processos, morosidade e críticas legítimas da sociedade. Ainda assim, foi um ano de aprendizado institucional.

Em 2025, ficou evidente que leis, sozinhas, não resolvem os problemas do país. Muitas normas existem, mas não chegam a quem mais precisa. A desigualdade social continua sendo um grande obstáculo à efetivação dos direitos. Quando a lei não alcança o povo, ela perde seu sentido mais essencial, que é promover justiça e dignidade.

Este texto é publicado antes do dia 1º de janeiro, exatamente para que possamos refletir e desejar outro caminho. Que 2026 seja um ano de leis mais justas, mais claras e, principalmente, mais aplicáveis. Leis que dialoguem com a realidade das cidades, dos estados e do país, aproximando o Direito da vida concreta das pessoas.

Em 2026, espera se um Legislativo mais atento aos anseios populares. A democracia se fortalece quando a população participa da construção das normas. Leis feitas sem ouvir o povo tendem a fracassar. Leis construídas com participação social tendem a ser mais legítimas e mais respeitadas.

Também se espera, para 2026, um Poder Judiciário mais acessível e mais humano. Justiça precisa ser rápida, mas também justa. Julgar com equidade é reconhecer desigualdades históricas e sociais. O acesso à justiça não pode ser privilégio de poucos, mas um direito real de todos.

Que 2026 seja um ano com menos violência e, sobretudo, com menos mulheres perdendo a vida. Nenhuma mulher é propriedade de ninguém. O feminicídio é crime e deve ser enfrentado com seriedade pelo Estado e pela sociedade. Combater essa violência é um dever coletivo e urgente.

Que entremos em 2026 com responsabilidade e esperança. A internet não é terra sem lei e a liberdade de expressão não autoriza crimes. Informação exige cuidado, verdade e compromisso social. Que o novo ano venha com mais justiça, menos desigualdade, sem feminicídio, sem fake news e com um Direito que sirva, de fato, ao povo. Um 2026 possível, humano e melhor para todos.

Feliz Ano Novo para todos!

(*) Professor universitário. Bacharel em Direito pela Fadivale. Mestre em Tecnologia, Ambiente e Sociedade pela UFVJM | (33) 9.9874-1891 | @prof.me.gledstondearaujo

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