Com aprovação apertada da Confraria do Bolivar, autorizada restou a reflexão oportuna e necessária para o momento em que vive a nação brasileira quando seus habitantes escolherão novos mandatários para os próximos anos.
Sim, em que pese grande parte da ‘boleirada’ recriminar análises, discussões e comentários sobre política, confundindo-a com politicagem, devemos minimamente sonhar de que é possível avançar para águas mais profundas, dela retirando peixes de boa qualidade. Não custa tentar.
Deixando de lado a ferrenha e repugnante disputa do “nós” contra ”eles” que nada soma na busca por melhores dias para nosso sofrido povo, pensemos no reduto em quer vivemos e moramos: – o povoado, o aglomerado, o distrito e a cidade, seja ela pequena, média ou grande.
Nos próximos dias elegeremos deputados estaduais e deputados federais. Fiquemos por aqui, momentaneamente, deixando de lado senadores, governador e mandatário maior, ainda que também importantes. ´E que a aprovação da confraria foi com reservas, ressalvas e parcial, devendo ser respeitada para não ocasionar perda de credibilidade.
Mazelas e desafios as temos para todos os gostos. Na área da Saúde, sim. Na área da Educação, também. Lazer, Cultura e Esporte, em percentual altíssimo. Na (in)Segurança Pública, valha nos Deus. E o que falar da ausência de uma Política Municipal de Assistência Social? A coisa está feia meu caro Bolivar.
O que falar de nossas Instituições de Longa Permanência de Idosos -as ILPI’s? Lar dos Velhinhos, Casa de Recuperação Dona Zulmira, Associação Santa Luzia e Instituto Nosso Lar? Futuro sombrio, com reais possibilidades de fechamentos.
De pouca é a sabença de que orçamento e finanças municipais não permitem a seu gestor atender, minimamente, às necessidades prementes de seus munícipes. Aplicações obrigatórias na saúde e educação por imposição constitucional, percentuais com folhas de pagamentos de servidores do executivo e legislativo e nada mais. Dura realidade.
A solução mágica encontrada – nossa classe política é por demais criativa -, foram e são as emendas parlamentares, com repasses dos recursos dos Estados e da União. Através de quem? De nossos lídimos e importantes representantes.
Independentemente de ser ou não ser valadarense, de residir ou não na cidade ou Comarca, qual a biografia, linha de conduta e comprometimento do candidato? Qual é sua história? O que dele podemos esperar? Está à altura de nos representar? Tem reputação compatível com os desafios do momento político atual?
Participar do momento político atual por meio de voto é exercer o poder de decidir os rumos de nosso cotidiano. Não é apenas uma obrigação legal ou ritual burocrático. O voto é nossa ferramenta mais direta de aprovação, desaprovação e possibilidade de transformação.
Nos tempos atuais, polarizado, votar ganha um peso maior. É o instante em que, individualmente, registramos aquilo que acreditamos ser o melhor para nossas cidades. Estamos delegando a alguém a responsabilidade de gerenciar as demandas que impactam diretamente nossa vida e a de quem amamos.
Omitir ou votar sem critério é permitir que outros escolham o futuro por nós. O voto há de ser consciente e ato de responsabilidade e, acima de tudo, de esperança no amanhã. A hora é agora.
Nossa escolha na urna, de forma ordeira, define o futuro da sociedade e traz consequências reais para a vida de todos nós. É hora de refletir. Olhemos a nosso redor. Podemos fazer a diferença.
(*) Ex-atleta
N.B. 1– A junção de planejamento com organização levou o Uberlândia à série C do Campeonato Brasileiro, vencendo com méritos a série D do corrente ano. Efeitos imediatos de uma SAF bem definida.
N.B .2 – Poder absoluto de nossos árbitros, a maioria despreparada, de forma irresponsável obrigou a realização de um Curitiba x Athético em um campo totalmente sem condições para tal. Riscos de lesões e outros prejuízos de consequências danosas.
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