Governador Valadares é cidade que um dia foi a Princesa do Vale e que hoje se apresenta como uma Rainha envelhecida, rabugenta e cheia de mazelas que fazem um mal danado a seus munícipes e àqueles que a visitam. Como as ‘coisas’ pioraram meu caro Bolivar.
Se “recordar é viver” como bem dizia o saudoso filósofo Sebastião CARIOCA Nunes, porque não lembrar dos bons tempos da Boite Groover, da Monalisa, do Paiol 120 e da San City comandada pelo rei da noite que atendia pelo nome de JORGEZAMBOM? Isso sem falar no Restaurante JB ´de longínqua trajetória. Personagem marcante também na área esportiva e em ações de cunho social. É que temos memória curta e não nos damos conta de determinados valores.
Diz a lenda e os mais antigos que na década de 70, na esquina da Bárbara Heliodora com Barão do Rio Branco, o coro comia e a alegria era pura e contagiante, em contraste com os dias atuais em que a droga e outras coisitas mais imperam soberanamente. Bons tempos em que Jorge Zambom e sócio tocavam a Discoteca New York City. Hoje os tempos são outros…
Vencida a fase da discoteca em comento, o intrépido ZAMBOM fez funcionar por anos em anos, ainda pelas bandas da Bárbara Heliodora, o atraente e conceituado Restaurante JB, cuja freguesia era do andar de cima da sociedade valadarense. Restava-nos passar e olhar…
Com uma visão diferenciada, muito acima dos padrões tradicionais, Zambom sempre se manteve atento aos interesses e desafios maiores de nossa cidade, interessando-se por todos eles, em especial para aqueles que entendia poder contribuir positivamente para êxitos, conquistas e soluções.
Pouco lembrada, praticamente esquecida mesmo, foi sua passagem por anos e anos pelo Esporte Clube Democrata, atuando como diretor, colaborador, contribuinte, simpatizante e tudo o mais que sintetizasse melhorias para o clube da rua Osvaldo Cruz.
Em épocas de vacas magras, que foram muitas, além de sua contribuição pessoal, lá estava ZAMBOM fazendo campanhas, pedindo, avalizando, mostrando e dando a cara à tapa, unicamente para viabilizar a participação do clube em competições importantes, satisfazendo assim o interesse do torcedor da Pantera.
Principalmente nas administrações Mamud Abbas, Almyr Vargas e Langleber Trindade, Jorge Zambom foi figura importante, marcante e contagiante no alvinegro valadarense, contribuindo decisivamente para realizações e o sucesso do clube.
Pouco conhecida, lembrada ou mesmo registrada foi sua decisiva presença na temporada de 1975 para que o clube, pelas vez primeira, participasse dos campeonatos do Estado nas categorias de Infanto(hoje juvenil) e Juvenil |(hoje juniores). Quantos craques surgiram na oportunidade? Diz aí Matheus, Niltinho, Wildimarck, Fausto Rosa, Claudinho Tadeu, etc.
Deixando de lado o futebol -uma m… nos dias atuais, marcante em todos os sentidos a presença de Jorge Zambom na direção da Associação SANTA LUZIA, instituição que cuida e ampara pessoas em estado de vulnerabilidade social – especialmente idosos e que recebe da sociedade valadarense o apoio e dedicação que lhe é negada pelo ESTADO (União, Estado e Município).
Como gestor maior da instituição ou mesmo ocupando cargos diretivos, ZAMBOM fez e muito continua a fazer pela instituição filantrópica do Bairro São Pedro, sendo exemplo de dedicação e comprometimento no combate as mazelas deste mundo, não se furtando em dar o seu “sim” nos momentos de aflições e adversidades.
Jorge Zambom, o então Rei da Noite Valadarense. Dele lembrando, encontramos forças para enfrentar os desafios dos dias atuais, que não são poucos. Seu sorriso, sua gentileza, sua disponibilidade, seu comprometimento, são exemplos a serem seguidos.
Não importa o recolhimento. Se a história não registrar e provavelmente não o fará, ainda assim no olhar e coração de muitos, ainda que não com palavras, a gratidão estará estampada e o sentimento de gratidão estará incrustado indelevelmente. Obrigado Zambom.
(*) Ex atleta
N.B. l –Será verdade que falta conhecimento mínimo das regras do jogo por parte dos atletas e treinadores que atuam no futebol brasileiro? Quantas advertências com cartão amarelo de forma bisonha? E ainda tem o excesso da parte dos árbitros…

N.B.2 – O caso ARBOLEDA merece reflexão profunda por parte de todos aqueles que integram o mundo do futebol profissional. E àqueles que se dizem ‘formadores de atletas’ em escala muito maior. O que ensinam aos jovens e adolescentes? Vovó dizia que a educação não recebida em casa, o mundo dela se encarrega.
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