Aiatolá à brasileira

O atual momento vivido pela humanidade no que tange a última peripécia de quem se acha dono do mundo, no mínimo provoca curiosidade em relação à figura dos Aiatolás e a força dominante que exercem no IRÃ. Muito superiores onde a monarquia prevalece. Aliás, em 1979, acabaram com a monarquia que reinava no mencionado país.

Estudando ou pesquisando minimamente sobre condutas e procedimentos de tais líderes religiosos, em especial no tocante a Khomeini e Khamenei que reinaram no Irã de 1979 até o limiar do corrente ano, rigorosamente adotaram linha dura, conservadorismo, tudo controlando, inclusive as forças armadas, o judiciário e a política.

Em todos os níveis, sentidos e comparações, no futebol brasileiro a Sociedade Esportiva Palmeiras e o Clube de Regatas do Flamengo estão à frente e distanciados de todos os demais em percentual quilométrico. Há um abismo enorme a ser vencido e que uns dois ou três se aproximam na tentativa de reduzirem tal distanciamento.

A Sociedade Esportiva Palmeiras já faz um bom tempo, teve a felicidade ou competência de escolher bons e competentes dirigentes e atualmente é comandada pela empresária milionária Leila Pereira e que impõe ao clube um profissionalismo de fazer inveja aos demais. Questões da CREFISA à parte e que não tem implicações com o clube.

O Clube de Regatas do Flamengo contou com a administração Bandeira de Melo para sair do marasmo em que se encontrava, inclusive financeiro, sucedido a seguir pela figura de Rodolfo Landim, passando este o bastão para Luiz Eduardo Baptista.

Landim não era e não foi um presidente simpático, porém inegavelmente foi um vencedor. O episódio repugnante do Ninho do Urubu certamente deve ter sido seu feito mais negativo à frente do clube. Mas sua origem empresarial também não era recomendável.

Chegamos à figura deplorável, repugnante, abominável de Luiz Eduardo Baptista à frente do poderoso clube da gávea e de tantas tradições e conquistas, inclusive de extraordinários dirigentes. Como não lembrar de George Helal, Márcio Braga e Gilberto Cardoso Filho? 0 atual presidente é um péssimo exemplo de dirigente, arrogante em todos ossentidos.

O catarinense FILIPE LUIS Kasmirski, um consagrado futebolista brasileiro que brilhou lá fora por anos e anos, chegando ainda à seleção brasileira, de berço ou do convívio com outros povos, tornou-se portador de esmera educação, com uma polidez pouco vista em futebolistas.

Retornando a seu país, defendeu o Clube de Regatas do Flamengo por algumas temporadas e conquistou títulos aos montões. Encerrada a carreira de atleta tornou-se técnico das divisões de base do clube e novos títulos vieram.

Enfrentando o clube grave crise em seu departamento de futebol foi ele guindado ao comando da esquadra principal e tudo mudou. A crise foi vencida com capacidade, trabalho e respeito e os títulos se amontoaram na gávea: Libertadores, Brasileiro etc. Ganhou tudo que disputou.

Virada de ano, o presidente novo ou o novo presidente do Mengão não teve como substituir o comando técnico do clube eis que Filipe Luis se tornara uma unanimidade nacional. Certamente aguardava oportunidade ou tramava no escuro para tal.

Equívocos ou descumprimento do planejamento inicial para a presente temporada e resultados adversos no estadual implicaram em retorno precipitado do plantel principal na competição em comento, desgastando relações de profissionais/pessoas.

E na calada da noite do domingo em que o clube alcançou a finalíssima do estadual, após cumprir o ritual da entrevista coletiva a que todos estão sujeitos, foi o profissional Filipe Luis chamado a um canto e despedido de suas funções como treinador do clube. Atitude deplorável, própria de um comandante que não sabe o que é respeito e dignidade. Lições de um aiatolá?


(*) Ex atleta

N.B. l –Nossos atuais futebolistas, raríssimas exceções, são desprovidos de valores éticos e princípios que dignificam o ser humano. Nossos árbitros são tendenciosos e o VAR tem suas conveniências. E os narradores e comentaristas esportivos torcem descaradamente ignorando a apropriada neutralidade do momento. Pobre futebol.

N.B.2 – Sem paixão alguma, recriminando a quase totalidade dos atletas do clássico mineiro, porém atento à filmagem, há de se atribuir à conduta do goleiro atleticano Everson a responsabilidade maior pelas cenas deploráveis ocorridas ao término do clássico. Com ele, tudo começou.


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