Partidos já se movimentam para as eleições municipais

Eleito em Minas com 48.533 votos, Coronel Sandro não descarta a participação no pleito municipal no ano que vem.Foto: Divulgação

As eleições municipais de 2020 já começam a ganhar evidência entre partidos em Governador Valadares. Sempre que se encerra um processo de eleições presidenciais e estaduais, o foco dos bastidores da política se voltam, quase que automaticamente, para a sucessão municipal. O DIÁRIO DO RIO DOCE começa hoje uma série de reportagens com partidos que pleiteiam a disputa pelo Executivo no ano que vem.

É certo afirmar que o cenário eleitoral se mostra reconfigurado, com o crescimento de legendas até então pouco conhecidas, que ganharam força entre o eleitorado nos dois turnos eleitorais realizados em 2018. É o caso do PSL, que elegeu o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República. Representando Governador Valadares na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado Coronel Sandro (PSL) também despontou como favorito na região e conseguiu se eleger em 2018 com 48.533 votos.

Os grupos do PSL ainda estão em fase de composição de lideranças em Valadares. Procurado pela reportagem do DRD, o líder do QG conservador, Sérgio Barros, disse que o grupo irá seguir as orientações do partido na disputa eleitoral do ano que vem. “A princípio, é o partido que melhor representa nossos ideais. Mas se o PSL não se alinhar ao propósito de política em que acreditamos, certamente não estaremos alinhados. Mas o PSL não deverá fazer isso. Pelo menos é o que tenho sérias razões para acreditar”, afirma.

Entrevista

Eleito pela primeira vez para ocupar uma das 77 cadeiras na Assembleia Legislativa, Coronel Sandro é defensor das bandeiras de direita e apoiador declarado de Jair Bolsonaro (PSL). Nesta entrevista, o deputado valadarense afirmou que tudo é possível para lançar sua pré-candidatura a prefeito em 2020.

DRD: Seu nome é bastante especulado nos bastidores da política. O senhor vai disputar as eleições municipais no ano que vem?

Sandro: Eu estou à disposição do partido do presidente Jair Bolsonaro. Eu sou do PSL, militante partidário e vou buscar atender às necessidades do meu partido. É claro que as eleições estão longe, mas nós temos um plano nacional e um plano estadual para colocar em prática já no pleito municipal, e a ideia é, sim, fazer com que o PSL tenha um candidato a prefeito nas eleições do ano que vem em Valadares. A minha participação dependerá de muitas coisas. Como sou filiado, meu nome é um dos disponíveis.

DRD: Como o PSL tem encontrado apoio em Valadares?

Nós temos um apoio muito grande da população valadarense. O partido chama a atenção pela militância, por aqueles brasileiros que foram às urnas para eleger um presidente que tem uma proposta diferente para o Brasil, com outra vertente de governança. As ideias que ele apresentou, da direita conservadora e do liberalismo econômico, os eleitores aceitaram, foram às urnas e naturalmente o partido representa esse anseio não só em Governador Valadares, mas em todo o país.

DRD: A que se deve esse crescimento do partido?

O crescimento do PSL foi exponencial nas últimas eleições. Passou de um partido com pouca representação parlamentar para um partido que hoje tem, se não me engano, a terceira bancada no Congresso Nacional, tem uma bancada com seis deputados estaduais em Minas Gerais e assim na grande maioria dos estados no Brasil.

DRD: Que articulação vem sendo feita com os membros do PSL em Valadares, visando às eleições municipais?

Como já disse inicialmente, a ideia é tentar apoiar um nome do partido que tenha condições de vencer as eleições. Nós ainda não sabemos quem será esse nome, porque todos que estão filiados reúnem condições para isso.

DRD: Qual a projeção do senhor nas eleições municipais em Valadares?

A nossa ideia é definir uma proposta básica do PSL para a prefeitura de Governador Valadares e, se possível, ouvir todos os interessados, principalmente grupos de apoio ao presidente na última eleição, de apoio ao PSL e aos líderes dos QGs. Ouvir todos eles para que a gente possa avaliar esses nomes. Mas isso não depende somente da minha vontade. A gente quer que realmente as bases do nosso partido possam, juntas, definir quem poderá ser esse nome que defende nossos ideais.

por Eduardo Lima | eduardolima@drd.com.br