Advogados realizam ato em GV contra fim da Justiça do Trabalho

O presidente da 43ª Subseção da OAB/GV, Giuliano Almada, participou da manifestação em apoio aos profissionais da Justiça do Trabalho.FOTO: Divulgação

Em resposta à declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, que em entrevista concedida no início de janeiro para uma emissora de televisão cogitou a possibilidade de extinção da Justiça do Trabalho, advogados inscritos na 43ª Subseção da OAB/MG, representantes do Ministério Público do Trabalho e servidores da Justiça do Trabalho se uniram na manhã da segunda-feira, dia 21, na porta do Fórum trabalhista. No local eles realizaram um ato em defesa deste ramo do Judiciário.

De acordo com o presidente da 43ª Subseção da OAB/MG, Giuliano Almada, “a Justiça do Trabalho está inserida na Constituição da República, por ser uma cláusula pétrea, e não poderá ser extinta. Ela é uma das mais eficazes e ágeis, além de ser fundamental na garantia dos direitos trabalhistas. Assim, a OAB lutará incansavelmente para que essa instituição não corra o risco de acabar”, pontuou.

Na manifestação, o presidente da Comissão de Direito do Trabalho da 43ª Subseção da OAB/MG, Youssef Georges, reforçou que “a advocacia jamais irá concordar com o desaparelhamento da Justiça do Trabalho. Sabemos que é um dos seguimentos do Judiciário que mais funciona, é eficaz, célere e séria”. E completou: “o que está dando certo na Justiça não deve ser extinto, pelo contrário, deve servir de modelo e expandir”.

A mobilização ocorreu em diversas capitais do país e em outras cidades mineiras, como: Juiz de Fora, Muriaé, Coronel Fabriciano, João Monlevade, Uberaba, Contagem, Patos de Minas, Varginha, Pouso Alegre e Divinópolis.

O movimento é organizado pela Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (ABRAT) e em Minas Gerais conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Mineira dos Advogados Trabalhistas (AMAT), Tribunal Regional do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Associação dos Magistrados Trabalhistas de Minas Gerais, Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário (Sintraemg) e Sindicato dos Servidores.