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Vale tudo?

Sebastião Evilásio (*)

Há uns tempos atrás, “Vale Tudo” seria não mais do que o título que se dava à modalidade de entretenimento ou esportiva de luta livre.

Infelizmente nos dias atuais as redes sociais sequestraram esta pecha, em nome dos “likes” ou da auto-afirmação.

O que deveria e poderia ser uma ferramenta de eficaz comunicação, ajuda, desenvolvimento social e econômico, ou seja, uma ferramenta de favorecimento construtivo, tornou-se uma poderosíssima arma de destruição da verdade e, por fim, da esperança humana.

O termo “fake” acabou se transformando em modinha, e de modinha se banalizou e se normalizou.

A comunicação mentirosa assim desnuda personalidades sombrias e irresponsáveis, num mundo em que vale tudo para o convencimento da verdade individual em detrimento do escárnio e aviltamento da “verdadeira verdade”.

Seria apenas para ganhar visibilidade mesmo?

Ou seria para impor o modo de pensar do agente promotor da fala?

O que se pode concluir no âmbito das relações particularmente familiares e sociais, é que está deixando de ser importante a credibilidade e o caráter ético.

No vale tudo das fake news, mutuamente amigos se ofendem, irmãos se agridem, vizinhos se desrespeitam, e, pasmem, até as igrejas se sucumbem a esta realidade, ora em defesa de ideologias, ora pela pressão personalista de seus “fiéis”.

Enfim, em quem confiar quando o que mais tem importado é a decretação de que a verdade individual tem que ser imposta sufocando e destruindo a verdade nua e crua?

O caminho, acredito, seria “parar tudo”.

– Vamos acordar e calçar as sandálias da humildade e do bom senso, ouvir mais do que falar, para, assim, reaprender a aceitar que nem tudo que eu penso como verdade, é a verdade. Reaprender a perceber que o outro pode estar com a razão e que a minha razão é só fruto dos meus vícios e desejos pessoais.

Urge que haja um basta no vale tudo, seja pelos likes, seja pra fazer valer a minha viagem pelo mundo visionário onde só deve valer o meu pensar. Onde meus conceitos são irrefutáveis e ponto final.

A verdade nua é a única porta que vai nos reencaminhar aos relacionamentos de harmonia, respeito, carinho.

E quando você, (agora falando diretamente ao mundo cristão) ousar abrir o grande livro da verdade, reler “… amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo com a ti mesmo…”, vai entender que este mandamento tem sido rasgado toda vez que desprezar o seu próximo e não aceitá-lo como ele é. Pois é impossível amar o seu irmão em tempos em que você não preserva nem mesmo o amor próprio.

Eu, no auge dos meus 6.0 (desde ontem: 7 de outubro), quero manter em mim acesa a chama da esperança de que nem tudo está perdido. Me faz até buscar no túnel do tempo, um querer letrado por Renato Russo: “Quem me dera, ao menos uma vez, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três. E esse mesmo Deus foi morto por vocês. É só maldade, então, deixar um Deus tão triste”.

E em outro trecho:

“Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe. Acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes”.

Então, meus amados, assim como a mentira tem o poder de entristecer Deus, a verdade também tem o poder de deixar todas as pessoas felizes.

Diga não ao vale tudo só para ter razão.

Respeite e respeite-se.

Ame e ame-se.

Bom domingo e até o próximo artigo, se Deus quiser.


(*) tiaoevilasio1@gmail.com

As opiniões emitidas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores por não representarem necessariamente a opinião do jornal.

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