Seminário “Turismo no Doce Vale” propõe caminhos para alavancar o turismo na região

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Segundo o presidente da Edersul, Brás Pagani, Minas Gerais tem potencial turístico para gerar novos negócios, empregos e fomentar a economia. Foto: Divulgação

O Seminário “Turismo no Doce Vale” reuniu na terça-feira (11), no auditório da Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce (Fadivale), representantes de 40 municípios que compõem o Circuito Trilhas do Rio Doce, para debater a regionalização e políticas públicas de turismo na região. O seminário foi organizado pela Empresa de Desenvolvimento Regional do Sul de Minas (Edersul). O principal ponto discutido foi o potencial turístico que cidades mineiras têm para fomentar a economia.

A primeira palestra foi do presidente da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Lincoln Raydan. Ele apresentou um novo conceito em construção civil e a proposta de implantação de um Centro de Referência em Pavimentação Urbana para Governador Valadares. Outro destaque foi a participação do presidente da Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur), Igor Diniz, que avaliou o atual cenário turístico do Estado. “Nós estamos aqui em um dos momentos mais importantes do ano para a federação. O turismo é o doce vale dessa região. Então, ela merece ter um cuidado especial. Foi um momento para questionar o que de fato está sendo feito de oportunidades de negócios, desde o setor púbico até o setor privado, na busca de melhorias para a infraestrutura de pontos turísticos na região”, comentou.

Para Diniz, o governo do Estado precisa investir mais em incentivos, a fim de fomentar o turismo, que consequentemente pode proporcionar mais empregos à população. “Eu costumo dizer que Minas Gerais é a maior referência turística do Brasil. Então, nosso estado precisa de políticas públicas mais arrojadas e voltadas para a promoção do turismo. Todos querem conhecer o Rio de Janeiro ou o Amazonas justamente pelas campanhas de promoção e enaltecimento feitas lá. Minas possui a mesma diversidade turística dessas regiões. Em contrapartida, a gente precisa de apoio do Governo do Estado para realizar isso. O Estado tem oportunidades de se tornar o principal destino turístico no país. O turismo em Minas pode gerar R$ 12 bilhões, mesmo sem incentivos. Nós temos uma vantagem porque o Ministro do Turismo é mineiro, Marcelo Álvaro”, afirmou.

Projetos

Ao final do seminário foram apresentados os protocolos de intenção de projetos que a Edersul pretende realizar em Valadares, em parceria com as demais entidades e a Prefeitura Municipal. Entre os projetos estão a inserção de programas voltados para a área das ciências tecnológicas nas escolas municipais de Valadares, que desenvolverão, em parceria com a Secretaria da Educação e outras instituições, estudos e projetos nas áreas do turismo, mobilidade, acessibilidade, cursos nas áreas de construção civil e sustentabilidade; pavimentação intertravada de concreto, desenvolvido pela ABCP, para as estradas de acesso ao pico da Ibituruna, principal ponto turístico de Valadares; e implantação de um Projeto Náutico para a Usina Hidrelétrica de Baguari, para a represa se tornar também um ponto turístico para quem mora em Valadares, Alpercata, Fernandes Tourinho, Iapu e Periquito.

Segundo o presidente da Edersul, Brás Pagani, esse é o momento certo de colocar os projetos que envolvem o setor do turismo em prática, tirá-los do papel e gerar novos negócios, empregos e fomentar a economia.“Discutimos novos métodos construtivos. Nós conseguimos reunir muitas entidades importantes. O meio mais barato para a geração de renda é através do turismo. E quando você envolve várias entidades com o mesmo seguimento você joga os gastos mais para baixo. Acontecem muitas palestras de motivação sobre turismo, mas nós não estamos vendo nenhum projeto sair do papel. Se Minas Gerais não aproveitar esse momento que estamos vendo agora, outros estados vão pegar esse modelo e nós vamos continuar com o desenvolvimento em atraso”, disse.

por Eduardo Lima | eduardolima@drd.com.br