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O relato de Paulo Umbelino

(*) Luiz Alves Lopes

Após tomar conhecimento do texto em que foi abordada a historieta de Mateus e do saudoso Romário, quando ambos estavam nas fileiras da gloriosa Polícia Militar das Minas Gerais e, contrariando normas e ordens superiores, vestiram o manto da PANTERA em jogo do campeonato mineiro de juvenis de 1.975 e se sujeitaram a sanções próprias, recebemos áudio do conceituado Paulo Umbelino, vazado nos seguintes termos:

“Luizinho: lendo a matéria do saudoso Romar e do nosso amigo americano Mateus, nos bons tempos da juventude, me fez recordar de fato semelhante ocorrido em 1.968, quando o Vila Isa se tornou campeão varzeano da cidade e que guarda consonância com ocorrido posteriormente em 1.975”.

E continuou:” O jogo em tela, entre Vila e Independente, foi o primeiro, no tocante ao varzeano, a ter transmissão radiofônica por parte de emissora de nossa cidade”.

“No Vila Isa atuava dois atletas militares: soldado Samuel e Cabo Cleto”.

“À época vigia uma ordem que proibia militares atuarem em partidas de futebol nos campeonatos da cidade, em decorrência de percentual altíssimo de contusões com reflexos na atividade profissional.

Os assim encontrados em tal prática eram punidos”.

“Devido a transmissão radiofônica da partida, o oficial do dia da PM, no quartel do Sexto

Batalhão, sintonizou a emissora e ficou atento à narrativa. Casos os militares em comento estivessem atuando, a rapa iria até o campo de jogo, no caso, o campo do Independente, na

Av. JK – estádio da poeira – recolhendo-os ao quartel”.

“Ocorre que os atletas sabichões entraram em campo com nomes diferentes e o oficial do dia acabou sendo enganado. Recordo-me, frisou Umbelino, que o Cabo Cleto usou o nome do filho dele, José Roberto, recém-nascido”. Vila Isa 2×1 Independente, encerrou.

De princípio o registro e constatação de que “papo de boleiro” tem meia dúzia de leitores, o que preocupa.

Há de se ter cuidado no que se comenta e se publica.

Não menos verdade também é que embora o exemplo altamente positivo, que não é de hoje da Polícia Militar em Governador Valadares, através do Sexto Batalhão, há de se reconhecer que os bons tempos do Almirante Barroso, equipe de futebol da instituição, proporcionou-lhe visibilidade e prestígio. Era uma grande esquadra.

E para os curiosos e menos avisados, Paulo Umbelino é o nosso PULICA, militar aposentado, com os burros na sombra, e, que ao lado da esposa Rosiméia, do mano Yuki, dos ex-boleiros Eustáquio e Durval, integra o CORAL DOS COROAS que sempre anima os

Encontros dos Ex-atletas.

Pulica e Yuki nos remetem ao passado, na boa juventude que tivemos, no relacionamento com figuras marcantes da Niteroi valadarense – Vila Isa, São Raimundo,

Vila Parque Ibituruna, Vera Cruz, Ipê e Atalaia, à época.

Hoje novos bairros surgiram.

Dos bons tempos do Vila Isa, o verdadeiro. Do Ibituruna da ‘pedra forte’; do Estrela do

Mar do Zé Antônio.

Mas muito mais ainda do Santos, comandado pelo Ferreirinha. Um time de moleques que treinava na segunda-feira e jogava no sábado à tarde ou domingo pela manhã. Nele atuava um tal de JUVENAL. Sabe quem?

E o campo de futebol, atrás do antigo Posto do Vavá, todo arenoso, proximidades da

COVEPE. Local em que desfilaram craques e mais craques e pessoas de bem.

Quem se lembra do velho NUCO? Do Jamir? Do Lito? Do Vionaldo? Tem que inserir o nome do LEVY também, né?

Dentre tantas pessoas maravilhosas e do bem, não dá para esquecer do Geraldo Maringá, do Ranulfo Alvarez, do Paulo Pimentel, do Feca, do Adocival Martins, do Janjão, do Nêga, do Edimar, do encrenqueiro João Sardinha, do Borboleta, do Acúrcio, do subtenente

Dema, do Brasinha, do Ferreira (goleiro) e de um mundão de gente com quem nos relacionamos, às vezes brigamos e de quem nos recordamos com muitas saudades.

Pulica e Yuki, pessoas do bem, correram o mundo na prática do futebol das multidões. Enumerar todos os clubes que defenderam não é o caso. Mas registrar que por muito tempo defenderam a gloriosa jaqueta do BORROLÓ de Carlos Chagas é medida que se faz necessária imperiosa mesmo.

Este tal de BORROLÓ nos deu muitas dores de cabeça.

Recordar é viver é frase atribuída ao inesquecível Tião Nunes – O Carioca. Neste espaço temos tentado lançar pedaços e lampejos de fatos, ocorrências e acontecimentos do mundo esportivo valadarense, do futebol em especial. Nada mais.

 (*) Ex-atleta

As opiniões emitidas nos artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores por não representarem necessariamente a opinião do jornal

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