Júlio Avelar desaprova nome de Fátima Salgado para CPI da Valadarense 

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Júlio Avelar contesta a indicação da vereadora Fátima Salgado. FOTO:Divulgação.

Na segunda-feira (18) foram indicados os nomes para a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar supostas irregularidades no contrato da Empresa Valadarense de Transporte, atual Mobe. Foram indicados os vereadores Marcílio Alves (MDB), Alessandro Ferraz, Alê (PHS) e Fátima Salgado (PSDB) como representantes da bancada do Governo; Coronel Wagner (PMN), do bloco independente; e Rosemary Mafra (PCdoB), do bloco da minoria. Um nome da comissão chama a atenção, o da vereadora suplente Fátima Salgado (PSDB). O presidente da Câmara, Júlio Avelar (PV), não gostou da indicação da parlamentar.

O pedido para a instalação da CPI foi feito pela vereadora Rosemary Mafra (PCdoB) na quarta reunião ordinária do mês de fevereiro, realizada no dia 7. A Comissão vai investigar eventuais irregularidades na formalização do atual contrato de concessão da exploração do serviço de transporte urbano, firmado no ano de 2012 com a empresa Valadarense.

Mesmo que ainda não tenha iniciado os trabalhos de inspeção, diligência e averiguação, para apontar se há ou não irregularidades no serviço de transporte público, algumas coincidências chamam a atenção nos nomes que foram indicados para compor a CPI da Valadarense. A principal delas, sem dúvida, é a participação da vereadora Fátima Salgado. A parlamentar presidiu o Conselho Municipal de Transporte (CMT) desde o início da gestão do atual governo municipal e consentiu com o último aumento na tarifa de ônibus, para R$ 4,30.

Vereadora suplente Fátima Salgado era a presidente do Conselho Municipal de Transporte (CMT). FOTO:Divulgação.

Para o atual presidente da Câmara Municipal, Júlio Avelar, a indicação de Fátima Salgado pode “blindar” as investigações envolvendo a Valadarense. “Acho que a participação da vereadora suplente Fátima pode comprometer a CPI, já que ela não pode participar das comissões técnicas e por ter presidido o Conselho Municipal de Transportes no ano passado. Na época, a vereadora viu as planilhas e aceitou o aumento da tarifa de ônibus. Vou pedir novamente para o líder do bloco, Regino Cruz, substituí-la. Caso ele não escolha outro nome, alguém entrará na justiça pedindo seu afastamento”, afirmou Júlio.

As indicações para a composição da comissão são das lideranças dos blocos, de forma proporcional. O vereador Regino Cruz (PTB) é o atual líder da maioria, Rosemary Mafra é líder da oposição e Coronel Wagner, líder do bloco independente.

O trabalho da CPI deverá ser concluído em 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 60. A CPI vai apontar se há ou não irregularidades no contrato entre a Valadarense e o Município. Como a bancada governista tem a maioria de membros na comissão, há chances de o presidente da comissão ser do bloco do governo. “Agora, com os nomes definidos, será escolhido o que vai presidir a CPI. Devem eleger presidente, relator e vogais para o início dos trabalhos. A presidência da casa aprova todo tipo de investigação contra a Valadarense”, disse Júlio Avelar.

A equipe de reportagem do DIÁRIO DO RIO DOCE tentou entrar em contato com Fátima Salgado, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Desde já, o espaço para posicionamento fica aberto.

por Eduardo Lima | eduardolima@drd.com.br