Deputado Coronel Sandro vai entrar na justiça contra agressores

Agressão teria ocorrido próximo a um restaurante em Belo Horizonte.Foto: Divulgação

Diversos atos realizados neste domingo (31) para registrar os 55 anos do golpe de estado que instaurou o regime militar no Brasil terminaram em confusão. Um deles foi contra o deputado estadual de Governador Valadares Coronel Sandro (PSL) e sua família, que foram cercados e agredidos por um grupo de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) próximo ao Viaduto Helena Greco, em Belo Horizonte. Um vídeo publicado no Facebook mostra claramente manifestantes usando máscaras com foto do ex-presidente Lula e ofendendo o deputado, que estava indo almoçar com a família em um restaurante no centro de BH. Ao todo, três pessoas ficaram feridas, dentre elas dois assessores e a esposa do deputado. Ninguém foi preso.

Nas imagens divulgadas nas redes sociais é possível ouvir gritos de “Assassinos” e “ Cês estão com medo?”. A manifestação foi convocada nas redes sociais pelo deputado estadual Coronel Sandro no início da semana. Sandro usou as redes sociais para divulgar o ato, classificado por ele mesmo como “Movimento cívico militar de 1964”, e contou com o apoio de outros dois deputados da mesma agremiação política.

Por telefone, Coronel Sandro contou para o DIÁRIO DO RIO DOCE como foi a agressão. “Após a nossa manifestação tranquila, viemos almoçar na rua Alagoas. Ao largo, por coincidência, passou um movimento de esquerdistas no local. Em determinado momento, o grupo notou a presença de minha assessora Karol Eller e a nossa perto do restaurante. A partir disso, com chutes, socos, cusparadas e empurrões de diversas pessoas, fomos encurralados na entrada de um condomínio. Por muita sorte e esforço conseguimos escapar para o hall de entrada. Aparentemente, um dos envolvidos na coação é assessor ou ex-assessor de um político da esquerda, filiado a um partido comunista. Estamos averiguando e buscando a identificação de cada um junto à polícia”, contou. Após o ataque, Sandro foi à Delegacia registrar boletim de ocorrência.

O caso mais grave de agressão foi contra a assessora parlamentar Karol Eller, que sofreu uma fratura no pé e precisou ser levada ao hospital. “Estávamos programados para assistir ao documentário de 1964. Porém, passei parte da noite com a Karol Eller no hospital. Eles conseguiram quebrar o pé dela. O resto da minha família está bem”, disse Coronel Sandro.

O deputado afirmou que irá entrar com uma ação contra o grupo de agressores. “Eles não são manifestantes, são criminosos. O que eles fizeram foi uma tentativa de linchamento contra mim e minha família. E pretendo acionar a polícia para identificar nas imagens os agressores e entrar com uma ação contra os organizadores do movimento, por danos contra a minha família. Ressalto que não foram todos; foi apenas um pequeno grupo que desgarrou da outra manifestação”, disse.

Em Governador Valadares, o grupo do QG Bolsonaro também se reuniu na manhã deste domingo (31) em comemoração ao que chamam de “Movimento cívico-militar de 1964.” A vice-presidente do movimento, Ivana Reis, lamentou o ato ocorrido com deputado Coronel Sandro em Belo Horizonte. “A gente lamenta profundamente o que aconteceu com o Sandro. Isso foi um ato que fere a Democracia. Todos têm o livre direito de se manifestar. Agora, praticar a violência contra outros grupos é uma atitude inaceitável. Neste domingo, mesmo com um pequeno grupo, nós fizemos valer o nosso dia em memória do movimento cívico-militar de 1964”, disse.

por Eduardo Lima | eduardolima@drd.com.br