Câmara aprova reajuste salarial para os servidores municipais

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Votação para o reajuste dos servidores foi nessa segunda-feira no plenário da Câmara Municipal.Foto: Eduardo Lima

Foi aprovado ontem, na Câmara de Vereadores de Governador Valadares, o reajuste salarial de 3,43% para os servidores públicos municipais. Inicialmente, a proposta havia sido recusada pelo Sindicato dos Servidores do Município (Sinsem) em assembleia, o qual havia pedido reajuste anual de 9,5%. No entanto, após reuniões com a Secretaria de Governo, os servidores voltaram atrás, reiterando a proposta do Poder Executivo fixando o reajuste em 3,43% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), corrigindo, assim, as perdas da inflação. O projeto foi aprovado por unanimidade pela Casa e segue agora para a sanção do prefeito André Merlo (PSDB).

Na primeira discussão e votação do projeto, dois parlamentares foram contra a proposta do Executivo: os vereadores Dandan Cesário (PHS) e Marcion da Fusobras. Após conversas na Câmara, na segunda discussão, os vereadores voltaram atrás na decisão e votaram a favor do projeto. “Na primeira discussão votei contrário ao projeto, pois não tive entendimento. Na minha opinião, ele (projeto) poderia ter descido diferente para o Legislativo. Poderia ter descido separando agentes políticos dos servidores. Mas, após conversas, votei a favor”, defendeu Dandan.

No histórico de reajustes, esse foi o maior do que nos últimos dois anos, fixados em 2,5%, de acordo com o presidente do sindicato. Em resposta ao Sinsem-GV, o secretário municipal de Governo, Marcos Sampaio, explicou que o erário municipal não comporta índice maior do que foi oferecido.

Segundo o presidente do sindicato, Dirley Henriques, houve consenso entre as duas partes para chegar ao valor justo para a categoria. “Nos dois anos anteriores nós tivemos reajustes de 5% no salário. Os mais recentes foram de 2,5%. No início o governo falou em 2%. Mas a categoria recusou. No nosso entendimento, diante das dificuldades financeiras que o município vive, principalmente na questão do atraso do Governo do Estado nas áreas da saúde e educação, percebemos que, mesmo com toda essa dificuldade, o prefeito fez um esforço para atender à classe e deixou em 3,43%. O compromisso dele era houvesse reajuste todo início de ano. Já é um avanço”, disse.

Mesmo aprovando a decisão do prefeito, o reajuste foi bem diferente do que a categoria havia pedido em reuniões: 9,5%. Para o presidente do sindicato, foi melhor aceitar a realidade do município. “Do jeito que estavam as contas do município era impossível ter esse reajuste. Já corremos o risco de parcelar mais vezes o nosso 13º; seria mais arriscado ainda a gente ficar sem reajuste nenhum”, comenta.

Quando o assunto é o endividamento, Minas Gerias vive um dos seus piores momentos na economia. De acordo com Henriques, será difícil fazer correções salariais maiores para a categoria nos próximos anos. “Na nossa pesquisa, em todos os municípios do estado, poucas cidades conseguiram o reajuste maior do que a inflação. Graças à lei nº 170, no passivo trabalhista o governo aceita discutir com o sindicato correções no salário, mas será difícil ser aceito algo que foge da realidade do Estado. Será preciso ter cautela e esperança “, conclui.

por Eduardo Lima | eduardolima@drd.com.br