INHAPIM – Um homem e uma mulher foram presos preventivamente durante a operação Stelios, após investigação que apura um suposto golpe que teria causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão a uma moradora de Inhapim. As prisões foram realizadas após manifestação favorável do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e decisão da Justiça.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais, a vítima teria sido alvo de um processo de manipulação emocional e psicológica durante vários meses. Segundo o apurado, os investigados teriam utilizado alegadas orientações espirituais, ameaças envolvendo supostas consequências sobrenaturais e pedidos constantes de dinheiro e bens para convencer a vítima a entregar valores e patrimônio.
Conforme os elementos reunidos no inquérito, a mulher teria feito empréstimos bancários, financiamentos e transferências por Pix, além de adquirir veículos, celulares, joias, móveis, eletrodomésticos e outros bens, acreditando que estaria seguindo orientações para evitar problemas de saúde, dificuldades familiares e outros acontecimentos negativos que eram atribuídos pelos investigados. A situação ganhou maior gravidade após a Polícia Militar ser acionada diante de uma tentativa de suicídio da vítima. Ela teria relatado intenso abalo emocional após descobrir a dimensão dos prejuízos financeiros acumulados.
Diante das informações levantadas pela Polícia Civil, o MPMG se manifestou favoravelmente à prisão preventiva dos suspeitos, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores, restrição de bens e outras medidas para preservar provas e evitar novos prejuízos ao patrimônio investigado. Após a descoberta dos fatos, os investigados teriam deixado o imóvel onde moravam e transferido diversos bens para outros endereços, o que reforçou a necessidade das medidas autorizadas pela Justiça.
A investigação também inclui a coleta de provas digitais, com autorização judicial para acesso a dados telemáticos que podem ajudar a esclarecer como o esquema teria funcionado, identificar possíveis envolvidos e acompanhar a movimentação patrimonial. Os mandados de prisão foram cumpridos pelas forças de segurança durante a operação Stelios. Os investigados permanecem à disposição da Justiça.
Segundo o MPMG, o procedimento está em fase avançada e a denúncia deve ser apresentada dentro do prazo legal, após a conclusão das últimas diligências.
















