Operação da Polícia Civil apura golpe de até R$ 1 milhão contra vítima em Ubaporanga

FOTO: Divulgação/PCMG

UBAPORANGA – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta segunda-feira (22), a operação Stelios, com o objetivo de combater um crime de estelionato investigado no município de Ubaporanga, no Vale do Rio Doce. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e diversos bens foram recolhidos pelos policiais.

Entre os materiais apreendidos estão itens novos como geladeira, fogão, camas, lustres e armários. Segundo a investigação, os objetos teriam sido comprados com recursos obtidos por meio da fraude apurada. O caso começou a ser investigado pela Delegacia de Polícia em Inhapim no dia 30 de maio deste ano, após uma mulher de 46 anos denunciar que teria sido vítima do golpe. Um homem de 24 anos e uma mulher de 36 anos são apontados como suspeitos de articularem o crime.

Conforme as apurações, a mulher de 36 anos, que já teria passagem pelo sistema prisional e registros policiais por estelionato, teria se aproximado da vítima, que era sua vizinha, e construído uma relação de confiança. Com o passar do tempo, a suspeita teria influenciado decisões pessoais e financeiras da vítima, apresentando a suposta existência de uma entidade espiritual que transmitiria orientações relacionadas à cura de doenças, proteção da família e solução de problemas.

A partir dessa relação, a investigada teria convencido a vítima a realizar transferências bancárias, contratar empréstimos e adquirir bens que seriam destinados aos suspeitos. As investigações indicam que os suspeitos teriam adquirido um veículo, celulares, joias, móveis, eletrodomésticos e outros bens, causando um prejuízo estimado de até R$ 1 milhão.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, no dia 17 de maio, os investigados teriam realizado uma festa de aniversário luxuosa para o filho de 1 ano. Durante o evento, presentes teriam sido distribuídos a dezenas de convidados, incluindo pulseiras e anéis de ouro, kits de perfumaria e cafeteiras elétricas. Os itens seriam custeados com valores obtidos por meio da prática criminosa.

“Durante a investigação, testemunhas presenteadas pelos investigados foram ouvidas, ocasião em que formalizaram a entrega voluntária de diversos bens adquiridos com dinheiro obtido mediante fraude”, explicou o delegado Sávio Moraes. Os dois suspeitos são procurados pela Polícia Civil. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.

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