A palavra “trólebus”, que foi aportuguesada, vem do inglês trolley-bus (trolley = bonde e bus = ônibus). É um veículo de transporte coletivo urbano que roda sobre pneus convencionais, movido a energia através de cabos aéreos. Pode ser considerado um ônibus elétrico. Grandes cidades espalhadas pelo planeta ainda utilizam esses veículos. Para se movimentar, não emitem na atmosfera um grama de monóxido de carbono (CO) ou de dióxido de carbono (CO2).
Até meados da década de 70, as grandes capitais brasileiras tinham trólebus. Anteriormente, questões políticas desbancaram as ferrovias, meio de transporte ecologicamente coerente. A circulação de riquezas foi transferida para a logística do transporte rodoviário de cargas, que consome gasolina e óleo diesel, grandes poluidores.
Trocaram os trólebus por milhares de ônibus urbanos. O combustível fóssil passou à condição de vilão ambiental, e as grandes indústrias trabalham intensamente na produção de automóveis sustentados por baterias. Os ônibus elétricos se tornaram raríssimos. Até meados da década de 70, Belo Horizonte tinha várias linhas, mas subtraíram todas — não sobrou uma para contar história.
Se, por um lado, os códigos e leis ambientais do Brasil são eficientes e servem de modelo para o mundo inteiro, o sistema de circulação rodoviária é upside down. Tem-se a sensação de que foi planejado de cabeça para baixo, implantado sem previsão. Não por menos, o mapa geopolítico brasileiro remete à ideia de um equilibrista. A parte mais larga em área contínua, compreendida entre as regiões Norte e Nordeste — que vai do ponto mais oriental do país e das Américas, a Ponta do Seixas, na Paraíba, até a cidade de Cruzeiro do Sul, no extremo oeste do Acre — sugere que o minúsculo Arroio Chuí, na parte sul, no Rio Grande do Sul, sustenta a parte mais larga de cima.
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Curitiba, a capital paranaense, que é modelo mundial de mobilidade urbana, está implantando uma nova alternativa em seu sistema de transporte coletivo. A partir de novembro, a Região Metropolitana curitibana inicia a fase de testes do Bonde Digital Urbano (BUD), veículo 100% elétrico, sem trilhos, guiado por indução magnética, sem a necessidade de um condutor — é automatizado.
O BUD poderá transportar até 280 passageiros a até 70 km/h. É um veículo elétrico sem a necessidade de trilhos metálicos, que anda sobre rodas de borracha guiado por sensores magnéticos instalados no asfalto — uma tecnologia recente. (Fonte: Google)
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Lembrando outra vez: como sinal de transformação, Governador Valadares deveria ter uma linha de ônibus urbano, desses modernos, elétricos, seguindo a nova tendência, com ar-condicionado, que fizesse somente o trajeto da avenida Minas Gerais, indo da Praça Mário Rocha até a rotatória do anel rodoviário. Apenas um veículo seria o suficiente. Já na década de 70, Belo Horizonte tinha a linha AVENIDA, que trafegava somente pela Afonso Pena, a principal do centro da capital.
(*) Crisolino Filho é escritor, advogado e bibliotecário
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