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Um OI, um tchau e um muito obrigado

Não só o Brasil, mas o mundo em geral, vivencia uma época draconiana de revanchismo, de intolerância, de frieza e de ganância, desafiando seu Criador a antecipar uma nova vinda ao mundo dos humanos, objetivando colocar ordem na ‘casa’. Tá difícil Bolivar.

Amizade, solidariedade, agradecimento, companheirismo, cumplicidade e até mesmo sacrifícios sempre fizeram parte de histórias interessantes, de conquistas e de registros auspiciosos, próprios de pessoas civilizadas, cada uma com seu perfil, com seu jeito simples de interagir e de marcar presença. Sem buscar a fama e estrelato.

Polarização, conquistas, poder de mando, ‘nós contra eles’, ódio exacerbado, vingança a intolerância, eis a máxima dos dias atuais, esquecendo-se muitos, se não todos, de que nossa passagem por aqui é efêmera e que não somos donos de nada e nada levaremos. Apenas fazemos uso, e nada mais.

Em todo trabalho e atividade mundana, normal, rotineiro, recomendável e produtivo o trabalho de grupo, ainda que necessária sólida e competente liderança, alinhada ao planejamento que conduzirá à colheita de resultados positivos. Rotina? Pode ser…

Assim é na empresa, nas atividades do terceiro setor, nas instituições as mais diversas, nos clubes esportivos profissionais ou não, nas associações e também no grupo familiar. E como tal, na vida pública, também. O sucesso administrativo está condicionado ao trabalho de grupo, de uma boa equipe, certamente com uma eficiente liderança. Sozinho, nada feito.

União, Estados, Municípios e o Distrito Federal. Eis a República Federativa do Brasil. Alguém disse, com propriedade, que o cidadão, o ser humano, vive no município, apresentando suas demandas, invocando prerrogativas e direitos.

0 ser humano nasce, cresce, se profissionaliza, se envolve, participa, contribui, envelhece e se recolhe. Ordem natural das coisas. Muitos, e não poucos, ainda lúcidos e comprometidos, se aventuram na arte de buscar servir aos desvalidos e infortunados, entendendo como compromisso de fé, de religiosidade e de gratidão, a prática de tais ações.

Nem sempre são aceitos, compreendidos e valorizados. Regra geral são tidos e havidos como velhos e ultrapassados, inoportunos e inconvenientes. Só atrapalham na visão míope de determinados manda chuvas, daqueles que se acham e de pouco dotados de sabedoria.

Assustados, despreparados e não avisados, muitos e não poucos, são levados ao desespero e ao inconformismo quando deparam ou enfrentam tais situações, ao entendimento de que, se produziram, se foram eficientes, se foram leais, receberiam eternamente reconhecimento e gratidão até a eternidade. Ledo engano. Maldito o homem que acredita no homem. É bíblico.

Poderosos e manda chuvas não se dão conta do valor de um “oi”, de um “como está” e de um contato ou ligação rotulado de um “muito obrigado”, “lembrei-me do amigo” e coisa e tal. Faz um bem danado. Massageia a alma e o ego. O problema é o orgulho e a prepotência.

Bem sabemos que riqueza e poder estão nas mãos de poucos. Há de se buscar uma economia solidária, na qual a ganancia não leve aos lixões tantas vidas humanas. Busquemos um mundo de amigos que se querem bem, que se respeitem, que vivam com sobriedade e sem a ganância desenfreada.

Afinal somos apenas administradores dos bens do Criador e, consequentemente, deste mundo nada levaremos. Quando damos aos pobres algo do que necessitam, não estamos dando o que é nosso, mas estamos apenas devolvendo o que lhes pertence.

Aos poderoso ou os que se acham, o lembrete de uma certeza: atras de montanha tem montanha e que colhemos, aqui ou em outra dimensão, aquilo que plantamos, que semeamos. Olhe no retrovisor, para, pense e diga: “oi”, “olá”, “como está”, “saudades dos velhos tempos” e, se não for pedir demais, diga “um muito obrigado”.


(*) Ex atleta

N.B. 1 – Chamado pelo Pai Celestial, deixou-nos Geraldo Rodrigues Campos – o Geraldo Maringá, figura ímpar na arte de servir, de participar e de dignificar a vida passageira. Grande dirigente esportivo da Niterói Valadarense dos tempos de ouro de nosso futebol amador.

N.B. 2 – O futebol virou sim um grande negócio comercial. No choque dos ‘grandes’ reunindo Palmeiras e River pela Liberta, a garotada orgulhosa que adentra aos gramados de mãos dadas com os que se acham craques, muito embora a maioria não seja, VESTIAM todos uniforme amarelo de empresa comercial, sem identificação alguma com os clubes. E os atletas, a maioria, parecem fazer favor em segurar as mãos da garotada. Mercenários…

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