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Quem poderá me defender?

FOTO: Freepik

Muitas pessoas fazem essa pergunta quando se sentem perdidas diante de um problema na Justiça ou com medo de perder seus direitos. A resposta, nos dias de hoje, não está em heróis das histórias em quadrinhos, mas no advogado ou na advogada que compreende que sua missão vai muito além de ganhar uma causa. O profissional moderno entende que defender alguém começa por ouvir com atenção e buscar soluções que evitem o agravamento do conflito.

O mundo mudou, e quem assume a defesa de um cidadão precisa acompanhar essa transformação. A tecnologia passou a ser uma ferramenta essencial para que processos não fiquem esquecidos em sistemas digitais. O uso consciente dos meios eletrônicos traz agilidade ao trabalho e permite que o advogado tenha mais tempo para cuidar do que realmente importa: a pessoa por trás do processo.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o exercício do Direito deve sempre respeitar a dignidade da pessoa humana. A sociedade espera que o advogado do século XXI saiba dialogar, orientar e buscar caminhos pacíficos antes de levar tudo ao confronto judicial. Resolver conflitos por meio do diálogo e da conciliação é uma forma inteligente de proteger direitos e restaurar a harmonia social.

Ser um verdadeiro defensor hoje também significa saber falar com clareza. As pessoas desejam um advogado ou uma advogada que explique a situação de forma simples, sem palavras difíceis e sem distância. A comunicação acessível demonstra respeito, empatia e compromisso real com quem precisa de ajuda.

A nova advocacia é chamada a concretizar o princípio constitucional da igualdade em sua dimensão real. Isso inclui a defesa efetiva das minorias e de grupos vulneráveis, como pessoas negras, a população LGBTQIA+, pessoas com deficiência, idosos e mulheres, especialmente diante do feminicídio. O advogado do século XXI reconhece essas vulnerabilidades e atua para que os direitos fundamentais sejam aplicados sem discriminação, protegendo vidas e promovendo justiça social.

Além disso, o equilíbrio emocional tornou-se essencial. O advogado enfrenta pressões constantes, mudanças rápidas e desafios diários. Por isso, estudar continuamente, adaptar-se às novidades e manter humanidade no trato com as pessoas são qualidades indispensáveis para quem escolhe defender direitos em tempos tão complexos.

Por fim, a própria Constituição Federal reconhece a centralidade da advocacia ao afirmar, em seu artigo 133, que o advogado é indispensável à administração da justiça. A advocacia do século XXI, portanto, é medida pelo impacto positivo que gera na vida das pessoas comuns, unindo conhecimento jurídico, sensibilidade humana e fidelidade ao projeto constitucional de 1988.


(*) Professor universitário. Bacharel em Direito pela Fadivale. Mestre em Tecnologia, Ambiente e Sociedade pela UFVJM | Advogado | OAB/MG 246.966
(33) 9.9874-1891 | @prof.me.gledstondearaujo

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