Luiz Alves Lopes (*)

Que a VIDA é um dom de Deus, todos somos sabedores. Que ela é curta e passageira, também. Que todos nós temos uma ‘missão’ aqui neste mundão de DEUS, nem todos sabem. Daí…
Vivenciamos no momento atual um confronto entre duas potências mundiais. Quer dizer, melhor dizendo, uma grande potência invadindo uma outra menor, pequeno país vizinho, sabe-se lá exatamente com qual objetivo. Imperialismo? Talvez. Assistimos todos atônitos, porém nem todos com a mesma visão e torcida.
Constatado e comprovado está que, efetivamente, não somos todos iguais, devendo os desiguais serem tratados diferentemente. Estudos, pesquisas, levantamentos e trabalhos acadêmicos estão a nos mostrar, mundialmente ou na terra de Santa Cruz, que há um enorme abismo entre diferentes categorias sociais dos humanos e a que chamamos de dívida social.
Não menos verdade que se deve exigir dos atores sociais que ocupam posições importantes no seio da sociedade, quer seja ele agente político, integrante de órgãos de classe ou da iniciativa privada, comprometimento, engajamento, postura, participação e realizações que visem minimizar/diminuir o sofrimento das camadas menos favorecidas do nosso povo.
Simples assim? Não. Claro que não. E preciso ter fé. É preciso acreditar. É preciso sonhar. Sonhar sonhos possíveis. É preciso participar. Palavras, pronunciamentos e promessas devem vir acompanhadas de realizações, de ações concretas, sem estardalhaços.
Neste espaço, com nossas limitações e poucos conhecimentos, temos procurado abordar situações diversas do mundo esportivo valadarense, seu dúvida alguma merecedor no mínimo de um responsável e palpitante Trabalho de Conclusão de Curso que exponha a riqueza e exuberância esportiva da outrora Princesa do Vale.
Vai daí que, depois de 6 (seis) décadas residindo na ‘terrinha’ e de relativo envolvimento em questões sociais e esportivas, ao lado de outros tantos loucos, passamos a vivenciar mais de perto as provações, adversidades e sentimentos de humanos com quem digladiamos no passado e convivemos nas lides esportivas, não menos verdade que em muitas situações, estando em lados opostos, quase chegávamos às vias de fato. Hilário e cômico.
Pois é: ao nosso redor, à nossa volta, aos nossos olhos, não importando se em bairros abastados ou na periferia, demandas as mais diversas se apresentam, tendo como vulneráveis uma imensidão de pessoas do mundo esportivo do passado. O tempo passou. Envelhecemos e com a velhice surgiram as ‘macacoas’. Ao lado deles, outros párias da sociedade, também filhos de Deus.
Por favor, poupem-nos e não venham nos dizer e argumentar que pagamos impostos, taxas e contribuições diversas e que as mazelas apontadas são de responsabilidade do Estado. Saibamos que o Estado somos todos nós.
A familia, a sociedade e o Estado, constitucionalmente, obrigam-se a promover inúmeras ações que garantam ao ser humano dignidade e bem estar social, além da própria vida.
“Olhemos adiante, pensemos no futuro e miremos no centro da meta. Vamos preencher os espaços vazios, sem violência, e cuidar dos fundamentos de uma nação que engatinha na escola da civilização. Qualquer criancinha conhece esses fundamentos. São os direitos das categorias sociais, que andam mais em falta nos tempos em que vivemos.” (Ruth de Aquino).
Estando conversados, com os olhos voltados para os párias de nossa sociedade, em especial para os do mundo esportivo valadarense, prosseguimos na tarefa e caminhada que venham a oficializar o Projeto Pingo D’Água como algo palpável, dando-lhe personalidade jurídica, definindo com clareza metas e objetivos rotulados como “pequenas ações solidárias”.
Venham participar conosco, tendo ou não tendo sido atleta de qualquer modalidade esportiva. Torcedor, dirigente, simpatizante, amigo de algum ex-atleta ou mesmo identificado com causas sociais.
Certamente que as grandes realizações, os grandes desafios serão resolvidos pelos poderosos. Seremos felizes e realizados se pudermos atender às pequenas demandas dos integrantes do grupo social recepcionado pelo projeto. Venham conosco.
(*) Ex-atleta
N.B.- Bem encaminhadas as tratativas com a Secretaria Municipal de Esportes, Cultura e Lazer, objetivando, inicialmente, a realização de Exposição de Fotos Esportivas do Projeto Pingo D’Água. Tomara que dê certo.
N.B. 1 – Com propriedade e conhecimentos, alerta-nos o Doutor Gilberto ‘China’ Boechat que Martim Francisco – ” Dom Martim Francisco”, um dos mais consagrados e inovadores técnicos de futebol do Brasil, passou pelo Esporte Clube Democrata na década de 60. Muito bem lembrado.
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