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Mais um 30 de Janeiro

Mané ‘GARRINCHA’ Francisco dos Santos teria se tornado ainda mais famoso ao vestir a jaqueta do CABULOSO das Minas Gerais ou o clube celeste teria se enriquecido e despertado curiosidades interessantes quando o monstro sagrado da copa de 1962 fez uso em campo e desfilou garbosamente com o manto azul? E quando alguém pegou carona, lógico…

Em 30 de janeiro de 1.973 o estádio Governador Magalhães Pinto – hoje Mamud Abbas, nas comemorações de mais um aniversário da Princesa do Vale, recebeu o Cruzeiro de BH, com uma equipe mista, para partida festiva contra o Democrata Pantera.

Tempos em que o Município de Governador Valadares promovia, sempre por ocasião do aniversário da cidade, partida futebolística de grande envergadura, custeando a presença de clube de grande relevância nacional, litigando com o representante valadarense.

Na ocasião MANÉ GARRINCHA se apresentava em cidades do interior do país em jogos festivos, distribuindo alegria contagiante, ainda que com um semblante triste e o físico corroído pelo excesso do consumo da ‘malvada’. 0 lado triste de quem nos deu duas copas.

O entusiasmo de botafoguenses valadarenses – Walker Batalha, Barrão 70, Osvaldo da Padaria e sob a liderança de BRITO Coca Colla, concorreu para que GARRINCHA fosse contratado para defender as cores do Democrata na histórica partida de mais um aniversário da cidade.

Tudo certo, tudo combinado… porém, em história com algumas versões, GARRINCHA foi descartado pelo clube valadarense, levando os botafoguenses mencionados a diligenciarem junto a Carmen Furletti – dirigente celeste, para que o consagrado craque desfilasse com o manto celeste no estádio da Osvaldo Cruz vestindo a camiseta estrelada.

A história é longa, GARRINCHA atuou pelo clube celeste, houve uma sonora vaia por parte do torcedor, houve desagravo, alguém pagou pelo que não fez, o Cruzeiro venceu por 3×0 e a foto do craque correu o mundo, se eternizando. Hoje a foto original se encontra no museu do clube na capital de nosso estado. E alguém, ao lado do craque, ainda que como coadjuvante, se tornou conhecido.

A grande verdade ou a verdade verdadeira é que o técnico do clube valadarense era ARY DE OLIVEIRA, goleiro dos bons da década de 60 e que revezava na meta do América do Rio com o  não menos famoso Pompéia. Tempos em que o Ameriquinha era tido como um dos grandes do Rio, aliás campeão carioca de 1960 derrotando o Fluminense na final – 2×1.

Pois bem, sob a alegação de que estava preparando sua equipe para o campeonato mineiro de 1973, coube ao técnico ARY vetar a presença do Mané naquela ocasião, não procedendo a história de que o veto teria partido do presidente Lino Alves Filho. Cometeu-se uma tremenda injustiça com o gestor da Pantera, naquela oportunidade.

Planejamento, calendário, organização e oportunidade para oferecer aos munícipes uma vasta programação esportiva- ênfase ao futebol -, especialmente por ocasião do aniversário da cidade. Faz tempo que tal não acontece. Falta de vontade? Falta criatividade? Ou prevalece a frieza e indiferença? Dá muito trabalho?

Pelo campeonato mineiro da presente temporada a rodada de número seis prevê(ia) a realização de Democrata Pantera x North em Valadares como uma mera partida oficial sob a égide da FMF, sequer aventando ou ter sido aventado ser oportunidade para transformar a partida, além de sua oficialidade, em um jogo festivo voltado para o fiel torcedor. Ingressos promocionais, disponibilização de ingressos para o torcedor mais sofrido, sorteio de prêmios, banda de música, foguetório e atrações criativas. Ajuda aí Bolivar.

Os tempos são outros. Não comportam saudosismos e narrativas que figuraram em ricas páginas da história esportiva de Governador Valadares e região. Quando a criatividade nos proporcionava uma melhor de três entre DEMOCRATA Pantera x Leão ‘PASTORIL’ da Baixada para ninguém botar defeito. E a cobra fumava e o coro comia…

A Princesa do Vale envelheceu, tornou-se uma Rainha cansada que não mais nos apresenta curiosidades, criatividades ou mesmo coisas novas. Sequer motiva ou tenta reviver as rivalidades regionais – Valadares, Caratinga, Ipatinga, Acesita, Coronel Fabriciano, Tombos, Aimorés, Teófilo Otoni e outras mais. Marasmo geral. Uma pena.Esta a realidade dos tempos atuais.

(*) Ex-atleta

N.B.1 –Irresponsabilidade, insensatez, despreparo ou atitude passional da direção maior do C.R.Flamengo no desembolso de cifra astronômica para repatriar Lucas Paquetá? Ou pode ser o antigo expediente de ‘ponte’ visando futura transferência já programada?

N.B.2–Ailton ‘Sapo”, grande liderança esportiva da Niterói valadarense, reuniu amigos cruzeirenses e atleticanos da velha guarda em interessante partida de futebol na manhã do dia 30, aniversário da cidade, no campo do Vila. Depois da partida, no Minas Clube, gelada e carne assada porque todos são filhos de Deus.

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