Dileymárcio de Carvalho (*)
…Será que eu posso dar uma “olhada no seu currículo”? “Me envie o currículo que te falo”…São respostas frequentes para quem está à procura de um novo trabalho, reposicionamento profissional e até mesmo mudança de carreira. A grande dica é entender o currículo como estratégico e o quanto ele mostra da sua personalidade. E é possível garantir isso tudo como uma estratégia comportamental.
O primeiro contato com o currículo de alguém é muito mais que um “olhar profissional” apenas. Mas, deve despertar em quem avalia o desejo de conhecer você. Então o que sempre oriento é que o Currículo Vitae, é uma autobiografia, e isso não impede que ele seja sucinto. E só nessa estratégia já é possível analisar um pouco da personalidade de quem se descreveu num papel ou virtualmente.
Uma primeira linha a ser pensada na estruturação do currículo é o foco nas experiências que você levou por onde passou. Esse ponto traz um pouco do seu perfil psicológico e que de fato deve representar a sua “cara” profissional”. Não pode trazer dúvidas porque depois será validado na entrevista pessoal.
Então, não são dados puros, mas são informações que despertem níveis de aceitação e identificação por parte de quem avalia, com o cuidado de ser verdadeiro. É possível escolher as melhores palavras que representem sentimentos e emoções sobre sua experiência prática, pessoal e psicológica no registro histórico do seu desempenho profissional.
Um processo de seleção feito de forma adequada e com tempo de qualidade vai seguir pelo menos três etapas a partir do currículo: Eliminação, Checagem e Identificação do Perfil Psicológico apresentado. A eliminação vai levar em consideração os perfis gerais descritos na divulgação da vaga, mas também a própria organização da estrutura do currículo. Aqui entram critérios técnicos e de funcionalidade. Mas quero chamar a atenção para a checagem. Hoje também são analisados os comportamentos dos candidatos em redes sociais e o que eles podem representar para uma possível integração ao modelo de comportamento da empresa.
Então o que vemos é que o currículo é sim uma vitrine dos nossos registros comportamentais ao longo da nossa história profissional. A preparação então para a composição do currículo passa por um cuidado na orientação dessas informações e a maior parte delas não são técnicas e sim comportamentais sobre o perfil psicológico de como a pessoa se expressa com sua profissão.
No próximo artigo dessa série eu vou trazer “Os Aspectos Psicológicos da Entrevista na Vida Profissional”.
(*) Dileymárcio de Carvalho- CRP:04/49821
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