[the_ad id="288653"]

A política em um projeto social

Dos nada saudosos tempos e períodos da Covid-19, enclausurados convivemos com grupos de WhatsApp, deles participando como forma de nos instruirmos, de receber informações e esclarecimentos mínimos para fazer frente a um período tão sofrido e angustiante.

Avesso à máquina e à modernidade, contamos com a paciência e tolerância de inúmeros amigos, em especial de Hoberg Batata, Paulo Hilel e Paulo de Tarso. Se fossem dados às narrativas, passaríamos vergonha em demasia. Mas a gafe de “abrir e entrar na sala de reuniões” certamente ainda dará muitos falatórios nas tradicionais resenhas.

Não necessariamente no grupo de boleiros, mas principalmente naqueles em que a boleirada se comunicava e passava o tempo, dos respectivos administradores sempre vinham ressalvas e advertências de que “neste grupo não se fala de política e religião”. Trabalhão danado.

Com cuidados redobrados, pisando em ovos mesmo, em nossas intervenções colocávamos e continuamos colocando que há um grande equívoco no confundir ‘política’ com ‘politicagem’, bem como ter em mente que este MUNDÃO deve ter tido um Criador, respaldando assim a vantagem de se ter uma RELIGIÃO. Há um SER supremo meu Caro Bolivar.

Por política podemos entender como um conjunto de normas e regras de um determinado grupo e a forma de relacionamento entre pessoas, para atingir um determinado objetivo. Relacionado com aquilo que se refere ao bem comum da cidade, tudo originário do grego “politikos”.

Ações que visam apenas benefícios e interesses pessoais, em detrimento de outros, comumente associadas ao clientelismo, ao nepotismo, a rapinagem, e até mesmo a corrupção, sintetizam a verdadeira politicagem, tão nefasta e prejudicial nos tempos em que vivemos. Uma lástima.

Vivemos em sociedade. Nem sempre em uma sociedade justa e igualitária. Pelo contrário, a desigualdade está escancarada aos nossos olhos, sob os olhares complacentes, frios e indiferentes dos detentores do Poder. Omitem-se e falham clamorosamente.

Afora o aparato Estatal, nem sempre eficiente e presente nas demandas para as quais há a previsão legal e constitucional para que atuem e promovam atos em defesa da dignidade da pessoa humana, segmentos da sociedade civil, ainda que timidamente, procuram suprir a ausência e omissão estatal, praticando ações em defesa de muitos que se encontram em estado de vulnerabilidade social. Timidamente, pode estar surgindo ou aparecendo um PROGRAMA SOCIAL que poderá ou não se tornar um PROJETO SOCIAL. Entendeu Bolivar?

Muito prazer. Somos o Projeto Pingo D’Água – na realidade Associação de Proteção e Defesa da Dignidade da Pessoa em Vulnerabilidade Social, fruto da vontade e iniciativa de um grupo de pessoas que vivenciaram e vivenciam o mundo esportivo de Governador Valadares e região.

Legalmente constituído, com sede na rua Coronel Roberto Soares Ferreira, 1287 -bairro São Paulo, seu mote é a “prática de pequenas ações solidárias”, constando de seu Estatuto que, dentre outros, tem como objetivos identificar e encaminhar a organismos governamentais pessoas em vulnerabilidade social e realizar ações outras na área da saúde e da assistência social, com o objetivo de ver cumpridas as previsões e obrigações constitucionais.

As ações desenvolvidas pelo Projeto, mínimas até o presente momento, se operam sob o manto do Trabalho Voluntário a que faz referência a Lei 9.608/1998.e contam com a participação de profissionais autônomos e liberais. Há espaço para todas as categorias e atores sociais.

Há de se registrar o considerável número de pessoas que contribuem com todo tipo de doações, oportunizando a realização de pequenas ações solidárias. Não é salutar enumerá-las. Porém o registro de que dos Estados Unidos da América, pessoas conhecidas e não conhecidas, com relativa assiduidade têm enviado contribuições financeiras.

No Projeto Pingo D’Água se pratica a política da busca do respeito à dignidade humana. A política da Solidariedade. A política do companheirismo. A política da preservação dos valores éticos e morais. A política da mão estendida. A política dos valores humanos. Sim. Somos todos iguais.


(*) Ex-atleta

N.B. 1 – Na segunda feira (24), por aclamação, integralidade dos dirigentes de nossas federais estaduais de futebol e dos clubes profissionais das séries A e B de nosso país, deram mais alguns anos para Ednaldo Rodrigues à frente da CBF. Sequer oportunizaram o registro de outra candidatura. Vai tudo bem no futebol brasileiro.

FOTO: Divulgação

N.B. 2 – Terça feira (25). Uma sonolenta seleção brasileira enfrenta a seleção Argentina no país vizinho em jogo válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo e leva uma sapecada de 4×1. No início do ano, em divisão menor, já havíamos sido contemplados com um sonoro 6×0 pelo mesmo adversário. Há algo de podre no reino da Dinamarca.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[the_ad_placement id="home-abaixo-da-linha-2"]

LEIA TAMBÉM

Eu agradeço

🔊 Clique e ouça a notícia Amados irmãos leitores, que a paz esteja com vocês. Hoje é um dia especialíssimo pra mim. Como alguns sabem, tive a honra de participar

Homem primata

🔊 Clique e ouça a notícia No dia 6 de março, em uma partida entre Palmeiras e Cerro Porteño válida pela Copa Libertadores Sub-20, alguns torcedores paraguaios fizeram a clássica

Pequenos hábitos, grandes mudanças

🔊 Clique e ouça a notícia Em meio à rotina corrida do cotidiano, com a vida agitada entre trabalho, casa e família, os nossos hábitos diários podem ser a chave

A Justiça Tudo Vê, Tudo Julga, Nada Resolve

🔊 Clique e ouça a notícia O Brasil é um país singular. Temos um Legislativo que não legisla, um Executivo que não executa e um Judiciário que faz tudo isso