ALPERCATA – Um crime cercado de mistério e violência chocou moradores de Alpercata na tarde de segunda-feira (15). Uma caminhonete foi encontrada em chamas no bairro Vila Eugênio Franklin e, durante o atendimento da ocorrência, policiais militares localizaram um corpo carbonizado no interior do veículo. O caso segue sob investigação como homicídio.
A vítima foi identificada como Gilvandro Gonçalves da Silva, 54 anos. A esposa dele reconheceu a Ford Ranger prata encontrada no local e informou que o marido havia saído de seu escritório, no distrito de Vila Eugênia, por volta das 13h, sem retornar. Segundo ela, Gilvandro vinha demonstrando preocupação após receber ameaças nos últimos dias e não atendia às ligações desde o desaparecimento.
Ainda conforme o relato da mulher, a vítima teria marcado um encontro na mesma estrada onde o crime ocorreu, o que reforça a hipótese de uma emboscada. Durante as diligências, os policiais também apuraram um desentendimento recente envolvendo Gilvandro e um homem por causa de uma dívida. O suspeito foi localizado e afirmou que a pendência já havia sido resolvida.
Vítima teria discutido com contratante antes do crime
Paralelamente, a investigação identificou outro possível elemento de interesse. Gilvandro mantinha um contrato de locação de máquinas com uma pessoa do Rio de Janeiro e, segundo informações levantadas pela polícia, os dois discutiram cerca de 15 dias antes do crime. Na ocasião, o contratante teria feito ameaças de morte contra a vítima.
Outro detalhe investigado pela polícia envolve uma GM Spin branca. Segundo um informante, três homens do Rio de Janeiro utilizavam o veículo em Alpercata. Após o crime, o automóvel teria deixado a cidade por volta das 13h30, seguindo pela BR-116 em direção ao Rio de Janeiro.
A perícia apontou, em tese, a ocorrência de um homicídio consumado. Os peritos encontraram uma perfuração no teto da caminhonete, possivelmente causada por um disparo de arma de fogo, além de indícios do uso de produto inflamável para incendiar o veículo.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), enquanto a Polícia Militar segue com as investigações para identificar e prender os responsáveis pelo crime.



















