
BRASÍLIA – O ministro Nunes Marques tomou posse na noite de terça-feira (12) como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia também oficializou a posse do ministro André Mendonça como vice-presidente da Corte eleitoral para o biênio 2026-2028.
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, participou da solenidade ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Além deles, acompanharam a cerimônia autoridades dos Três Poderes, ministros do STF, integrantes do TSE, parlamentares, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e das Forças Armadas.
Em seu primeiro discurso à frente do TSE, Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral seguirá atuando para garantir eleições transparentes e seguras. Segundo o ministro, um dos principais desafios da nova gestão será o enfrentamento das fake news e do uso indevido da inteligência artificial durante o processo eleitoral. “Devemos estar atentos às novas tecnologias, que, quando mal usadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático”, declarou.

Além disso, o novo presidente do TSE destacou que a Corte terá atenção especial às eleições de 2026, principalmente diante do crescimento do uso de ferramentas tecnológicas capazes de disseminar desinformação em larga escala. Nunes Marques também reforçou que a missão da Justiça Eleitoral consiste em organizar, orientar e fiscalizar o processo eleitoral para assegurar eleições limpas e transparentes.

A ministra Cármen Lúcia, que deixou a presidência do TSE após dois anos de mandato, discursou durante a cerimônia e reafirmou seu compromisso com a democracia e com a participação feminina nos espaços de poder. “Somos igualmente patriotas e queremos estar ao lado e participar do que pode trazer algum benefício à sociedade. Continuarei sempre ao lado da Justiça Eleitoral”, afirmou.
Natural de Teresina, no Piauí, Nunes Marques tem 53 anos e integra o STF desde 2020, após indicação do então presidente Jair Bolsonaro para a vaga aberta com a aposentadoria de Celso de Mello. Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado, juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Já André Mendonça, também de 53 anos, assumiu cadeira no STF em 2021, igualmente indicado por Jair Bolsonaro. Natural de Santos, em São Paulo, Mendonça exerceu os cargos de advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública antes de ingressar na Suprema Corte.
*Com informações da Agência Senado















