GOVERNADOR VALADARES – O Sindicato dos Produtores Rurais de Governador Valadares realizou nesta semana mais uma edição do Café Rural. O evento, gratuito e aberto ao público, aconteceu no Auditório do Parque de Exposições.
A programação foi aberta com um café de boas-vindas para recepcionar os participantes.
Em seguida, foi realizado o Painel de Mercado da Pecuária, que reuniu Edberto Rezende, presidente do sindicato, Alexandre Negri, representante da pecuária de leite, e Mateus Merlo, representante da pecuária de corte. Durante o encontro, foram discutidos o cenário e as perspectivas do setor pecuário.
Na sequência, ocorreu o painel “Alertas Ambientais: o que todo produtor precisa saber. Como prevenir problemas e proteger sua propriedade”. O debate contou com a participação do advogado Welbert de Souza, pós-graduado em Direito Ambiental e Minerário, e do engenheiro agrônomo Daniel Marques, que abordaram questões relacionadas à legislação ambiental e às medidas preventivas para o produtor rural.
Durante a palestra, Daniel explicou que o objetivo foi orientar os produtores sobre os alertas emitidos pelo sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e esclarecer que a emissão de um alerta por satélite nem sempre impede o acesso ao crédito rural ou a processos de licenciamento.
“Hoje, o objetivo da palestra foi justamente explicar um pouco sobre a questão do alerta emitido pelo sistema do INPE, com o objetivo de mostrar ao produtor rural que nem sempre ele está completamente impedido nas operações de crédito rural ou demais licenciamentos que ele precisa, apenas por ter sido emitido um embargo via satélite”, afirmou.
O engenheiro agrônomo destacou que é fundamental que o produtor procure orientação técnica para verificar a situação antes de iniciar qualquer procedimento.
“É necessário que o produtor consulte, junto com um técnico de sua competência, para saber se realmente houve um embargo por um desmatamento ou se foi algo fácil de contestar. O satélite não identifica se o produtor está fazendo apenas uma limpeza de pasto ou se tem uma erosão junto da geometria gerada pelo satélite”, explicou.
Segundo Daniel, a orientação técnica pode evitar entraves em processos junto às instituições financeiras e aos órgãos ambientais.
“A gente vem mostrando para o produtor por que é necessário ele consultar junto com a gente antes de solicitar um crédito rural, antes de entrar com o licenciamento, as formas e os benefícios que ele tem e gerar menos impacto com isso no processo junto à instituição financeira”, concluiu.
A programação também contou com o Momento Cemig Agro e foi encerrada com a atividade Prosa com Quitanda.








