Soberania e estradas tecnológicas

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* É óbvio e um direito que todo o país preserve sua soberania, mantenha suas forças armadas equipadas, proteja fronteiras, sua cultura, seus símbolos pátrios e seus valores. Mas o que não dá é essa grande quantidade de deputados e senadores, denunciados em corrupção, defenderem soberania tendo como lastro biografias manchadas por desvio do dinheiro público. Até porque a corrupção deveria ser enquadrada como um grave atentado a essa soberania.

Falar de soberania como falam no Congresso até parece “fake news”, frente a uma realidade fantástica que ronda o planeta, fundada em recursos financeiros abundantes, vasto conhecimento científico e alto grau de desenvolvimento tecnológico, presentes nas nações mais ricas. O exemplo mais palpável e mensurável é dos ricos e hiperdesenvolvidos Estados Unidos. E aqui não vale a velha expressão ou chavão “borra botas”, ou mesmo o Tio Sam apontando o dedo e dizendo “Eu preciso de você para o Exército dos EUA” (I want you for U.S. Army), para alguns uma clara submissão latino-americana.

Imagine agora, como se fosse uma peça de ficção, qualquer país desse planeta, que em defesa de sua soberania entrasse em conflito com essa grande potência do norte, e veja que tipo de poder provavelmente enfrentaria pela frente:

Feito de revestimento especial com design inteligente, qualquer país pode ser visitado pelo AVIÃO INVISÍVEL, o bombardeiro B-2 Spirit, que entra em território hostil de forma silenciosa, difícil de ser visto a olho nu e capaz de driblar sensores de calor. Realiza sua missão e retorna sem ser detectado pelo inimigo, escapando dos radares. É o avião mais caro do mundo. Custa US$ 2,2 bilhões e só existem 21 exemplares em operação. A United States Air Force – USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) é a maior e mais poderosa força aérea do planeta, tem cerca de 5137 aeronaves e orçamento de US$ 161 bilhões de dólares. A título de comparação, o Brasil, que possui a maior frota de aeronaves militares da América Latina, tem aproximadamente 715 em operação.

O Brasil praticamente não dispõe de satélite militar. Os que permitem transmissões de TV pelo mundo, previsão do tempo, telefonia, de navegação (GPS), funções científicas, militares e de observação (mapas), são feitas por satélites alugados. Quando o atual governo falou em alugar a base de Alcântara para os americanos fazerem lançamentos de satélites, o Congresso deu a grita geral, como se o Brasil fosse um suprassumo no assunto. Basta comparar a NASA, os ônibus espaciais e a conquista do espaço para entender que a base de Alcântara seria um 14 Bis ao lado de um Airbus A350 XWB.

Empresas americanas de computação, como a Microsoft, Apple, IBM, Dell, Hewllet Pachard, detêm a marca, a tecnologia, a patente e, não menos, os segredos e as chaves de funcionamento para o mundo todo, isso é, controlam onde quer que as máquinas estejam. Se quiserem, podem dar um “black out” e promover a maior confusão e disfunção num país.

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Em Jinan, na província chinesa de Shandong, em dezembro de 2017, após 10 meses de construção, foi inaugurada uma das primeiras rodovias solares do mundo. Feita com um material inovador, junto com as propriedades estruturais do asfalto, ela é constituída e coberta por painéis solares. A principal característica notável dessa via é que ela pode carregar os carros elétricos enquanto eles são dirigidos sobre ela.

Já na superdesenvolvida Alemanha foi concluída, agora em maio, a primeira Autobahn Elétrica (Autobahn A5), com trecho adaptado para recarregar caminhões elétricos em movimento. Basta que eles suspendam as hastes que ficam do lado de fora em cima das cabines. Ela foi projetada no modelo dos Trolebus (ônibus elétricos). A fase de testes foi executada pelo Ministério do Meio Ambiente daquele país. O objetivo é encontrar soluções silenciosas e pouco poluidoras para o transporte de cargas. (Fonte: Daniel F. Warkentin – via WhatsApp).

*  Enquanto a duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, conhecida rodovia da morte, já se prolonga há mais de 10 anos, e mais de 30 anos de promessas, e ainda sem previsão de conclusão, com denúncias, reclamações, intervenções de órgãos ambientais, falta de pagamento, aditivos, tribunais de contas, cotas de políticos e etc., dois exemplos do que ocorre em países onde os governos administram com responsabilidade e  alta tecnologia.

Por Crisolino Filho | Crisolino Filho: crisffiadv@gmail.com /Celular: 9.88071877. Membro da Academia Valadarense de Letras – AVL.