Satélite israelense será usado em Valadares para localizar vazamentos subterrâneos e reduzir perdas de água tratada

FOTO: Luana Freitas/DRD

GOVERNADOR VALADARES – A Águas de Valadares apresentou, nesta quarta-feira (8), uma nova tecnologia que será utilizada para identificar vazamentos subterrâneos e reduzir as perdas de água tratada no município. A inovação utiliza um satélite israelense da empresa Asterra, o mesmo empregado em missões que auxiliaram na busca por água em Marte, capaz de detectar vazamentos ocultos sem a necessidade de escavações ou interrupção do abastecimento.

A tecnologia já foi aplicada com sucesso no Rio de Janeiro pela Águas do Rio, também integrante do grupo Aegea. O sistema funciona por meio da emissão de ondas que alcançam até três metros de profundidade no solo. Essas ondas realizam um escaneamento capaz de identificar a presença de cloro, substância utilizada no tratamento da água distribuída à população. O satélite consegue diferenciar água tratada de lençóis freáticos, esgoto e cursos d’água naturais, alcançando mais de 80% de precisão na indicação de possíveis vazamentos. As informações são enviadas diretamente ao Centro de Operações Integradas (COI) da empresa, onde os pontos suspeitos aparecem destacados em um mapa para orientar as equipes de campo.

De acordo com o gerente de relacionamento da Nortech, Diego Packer, o equipamento opera a cerca de 600 quilômetros de altitude e identifica alterações provocadas pela mistura entre a água tratada e o solo. “É um satélite que está a mais ou menos 600 quilômetros de altitude e faz uma imagem estática da área. Essa imagem consegue identificar os pontos de vazamento. É a mistura entre a água tratada e o solo que gera uma condutividade, e é essa condutividade que o satélite consegue captar”, explicou.

Tecnologia acelera identificação de vazamentos ocultos

O gerente de operações da Aegea, Augusto Cesar Batista, afirmou que a ferramenta representa mais um avanço no Programa de Redução de Perdas da concessionária, permitindo localizar vazamentos que permanecem invisíveis por longos períodos. Segundo ele, muitos rompimentos ocorrem em redes ou ramais subterrâneos, onde a água infiltra no solo ou segue para galerias de drenagem sem chegar à superfície. Nesses casos, o satélite aponta os trechos com maior probabilidade de vazamento, permitindo que as equipes realizem uma investigação detalhada com auxílio do geofone, equipamento que identifica o ruído provocado pela água escapando da tubulação.

“A tecnologia nos dá uma pista de onde investigar. Com isso, conseguimos localizar e reparar esses vazamentos muito mais rapidamente, muitas vezes antes mesmo de eles aflorarem. Isso reduz a perda de água, melhora o abastecimento e evita desperdícios de um recurso cada vez mais importante”, destacou. Batista explicou ainda que todo vazamento visível começa de forma subterrânea. Em alguns casos, devido à pressão da rede, o rompimento chega rapidamente à superfície. Em outros, permanece oculto por dias ou até semanas.

“Quando conseguimos identificar esse vazamento antes dele romper o pavimento ou causar transtornos maiores, diminuímos tanto o impacto para a população quanto o volume de água perdido durante esse período”, afirmou.

Rede tem entre 700 e 800 quilômetros

Segundo a concessionária, Governador Valadares possui atualmente entre 700 e 800 quilômetros de rede de distribuição de água, sendo aproximadamente de 500 a 600 quilômetros apenas na área urbana da sede do município. O monitoramento também permitirá identificar locais com reincidência de vazamentos, que passarão a ser priorizados nos programas de substituição e renovação das tubulações.

Outra vantagem, segundo Augusto, é que a identificação dos vazamentos não exige a interrupção do abastecimento. Pelo contrário, o funcionamento do geofone depende de a água continuar circulando na tubulação para captar o ruído do vazamento. A interrupção só ocorre, quando necessária, durante a execução do reparo, especialmente em redes de maior porte. Como os vazamentos são identificados antecipadamente, a manutenção pode ser planejada, tornando a intervenção mais rápida e reduzindo os impactos para a população.

Perdas já diminuíram desde a concessão

Atualmente, a perda de água tratada em Governador Valadares varia entre 47% e 50%. Antes da concessão, esse índice era de aproximadamente 59%. Além disso, o número de rompimentos de rede também apresentou redução significativa. No início da concessão, eram registrados entre 200 e 240 rompimentos por mês. Nos últimos meses, essa média caiu para menos de 100 ocorrências mensais. A expectativa da concessionária é que a utilização do satélite contribua para reduzir ainda mais esses indicadores.

Comments 9

  1. Gêneses says:

    Com tantos canos estourados na cidade, vão procurar debaixo da terra, sei…

    • Gêneses says:

      Dinheiro que seria para o crescimento da cidade começa ser drenado para as multinacionais. Palmas aos vereadores e André Merlo.

  2. Cristiano Cavalcante says:

    Bom seria esta empresa fazer um serviço de qualidade , porque estão sempre voltando a refazer serviço onde já fizeram……

    • Elizete says:

      🤣🤣🤣🤣🤣🤣E OS ESTOURADOS POR FORA ? VAI PRECISAR DE QUAL TECNOLOGIA?

  3. Cristiano Cavalcante says:

    Além disso se fizesse um serviço de qualidade . Não desperdicava tanto tempo….

  4. manoel izequiel da costa says:

    De que adianta tecnologia se não tem ação pessoal para o trabalho, difícil acreditar nas melhorias em Governador
    Valadares só melhora para as Empresas que aqui vem sugar a população, mas os Prefeitos anteriores e hoje e Câmara de vereadores de anterior e hoje têm culpa dos sucateamentos ,do Saae gv ,semov,e outras Autarquias ,só pensaram na ganância e avareza sem ofensas na população de quase 300 mil habitantes mas que ótimo é bom tomar vergonha na cara qdo for votar ,votar NULO e em BRANCO também é votar e não serve para ninguém, ,vc liga para o Call-center do Águas de valadares ficam te enrolando e qdo consegue falar te dão 6 dias úteis para um serviço, e se não vier vc reclama e dizem é a tal” Demanda ” e vc se lasca .Deveriam arrumar um satélite para mostrar como trabalham de forma que não atingem os direitos do clientes “a população ”
    Lei nº 11.445/2007
    Lei nº 14.026/2020 pouco estão interessados nestas leis citadas 👆
    As leis do mundo que interessam a população é como S
    se fosse no Antigo Sinédrio antes e depois da morte de Jesus cristo e hoje é pior “porque é só dar a César o que é de César “só que tem muitos César que madam no mundo “As Empresas ,os Empresários, os Banqueiros ,
    Concessionária de luz “um verdadeiro Sinédrio ou profetas de Baal,estou com rede esgoto entupido desde 22 de junho este esgoto entra na rede pluvial e desagua no corrego do Figueirinha e desagua no Rio doce ,mas ninguém apareceu aqui ,tenho uma VISTORIA com Saae gv desde 2016 depois 2019 /20 até hoje não vieram vou resolver na justiça por uma ligação ERRADA DE RAMAL DE ÁGUA e ficou compartilhada mas eu paguei como ligação de ramal de água potavel.

  5. Carlos says:

    Não estão dando conta nem dos vazamentos externos, quantos mais os internos!!! Parece até piada!

  6. Anônimo says:

    Kkkkk
    Vazamento na rua Constantino Omega (rua do clube Filadélfia) no Esplanadinha já vai completar 1 mês.
    Somente eu já comuniquei 3 vezes…
    Serviço ruim.
    Empresa ruim.

  7. Mércia Pimenta Ferreira says:

    Na Torcida para que a Eficiência desse Satélite Israelense, que sabemos ser relevante na prestação de Serviços ao Ser humano, contribua para a localização mais rápida de Vazamentos, pois é triste e corta o Coração, quando vemos uma Água cristalina, rolando pelas Ruas num total desperdício!
    Sucesso….e que continuem nos prestando CONTAS do Valioso Serviço, para que a População não se sinta tão abandonada e desrespeitada!

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