Advogados realizam ato em memória de advogada vítima de feminicídio em Valadares

Advogados realizam ato em memória de advogada vítima de feminicídio em Valadares
FOTO: Alice Mourão

GOVERNADOR VALADARES – Em um ato de conscientização contra a violência de gênero, advogados realizaram nesta quarta-feira (17) o manifesto “Por Ela e por Todas” em frente à Casa do Advogado, no Centro de Governador Valadares. A mobilização prestou homenagem à advogada Ana Paula Rocha, vítima de feminicídio.

Vestidos de preto e com semblantes de tristeza, os participantes se reuniram em um ato silencioso marcado pelo luto e pela indignação diante do crime que abalou a cidade. Além da homenagem, o encontro chamou a atenção para a violência de gênero e a necessidade de fortalecer as ações de proteção às mulheres. Os participantes destacaram que o feminicídio continua fazendo vítimas diariamente e exige o envolvimento de toda a sociedade no combate a esse tipo de crime.

Os presentes demonstraram luto, solidariedade e indignação diante do feminicídio que vitimou Ana Paula Rocha.

A presidente da Comissão de Violência Doméstica da 43ª Subseção da OAB/MG em Governador Valadares, Dra. Bárbara Peres, destacou que a mobilização representa um chamado à sociedade para enfrentar a violência contra a mulher e promover mudanças culturais que contribuam para reduzir os casos de feminicídio.

FOTO: TV Leste

“Essa manifestação é para reforçar e mostrar que estamos de pé. Estamos aqui justamente pela Ana Paula e por todas. Nós precisamos agir, nós precisamos mudar a cultura, algo enraizado que nos leva a esse assassinato, esse massacre que estamos vivendo”, disse.

Bárbara Peres afirmou que a morte da advogada Ana Paula Rocha provocou tristeza e indignação, além de reforçar a necessidade de ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Para ela, o combate a esse tipo de crime vai além da criação de leis mais rígidas e exige o envolvimento ativo de toda a sociedade na prevenção e no enfrentamento da violência.

“Leis nós temos, leis que estão cada vez mais rígidas e rigorosas justamente para atingir esses agressores. Mas o que está acontecendo? A doutora Ana Paula tinha medida protetiva, estava resguardada, mas ainda assim ocorreu essa fatalidade, esse horror. Então nós precisamos agir e nos posicionar. Precisamos orientar nossos filhos e fortalecer essa luta enquanto mulheres, enquanto sociedade e também enquanto homens”, finalizou.

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