Mobilidade elétrica e sustentabilidade marcam a Expoleste 2026

FOTO: Divulgação

GOVERNADOR VALADARES – A mobilidade elétrica será um dos destaques da Expoleste 2026, em Governador Valadares. A BYD e a E-BIKE confirmaram participação na maior feira multissetorial do Leste Mineiro, que acontece entre os dias 20 e 24 de maio, no Unicentro Univale, levando ao público modelos de veículos, bicicletas e motos elétricas voltados para economia, praticidade e sustentabilidade.

Entre os principais lançamentos apresentados pela E-BIKE estão os modelos V8 Ultra, V8 Pro, V8 Plus, Q8S e GT20, considerados os carros-chefes da marca. Equipadas com motor de até 1000W, bateria 48V 15.6Ah e autonomia de até 60 quilômetros, as bikes contam ainda com câmbio Shimano de sete marchas, freios hidráulicos duplos, pneus 20×4, banco duplo para duas pessoas, alarme integrado, cartão NFC e sistema de som acoplado ao farol.

A empresa também levará modelos compactos, como a V8 Mini, equipada com motor de 500W, pneus 16×4 e autonomia de até 45 quilômetros, além da C20 Plus, voltada ao conforto urbano, com suspensão hidráulica e motor de 750W. Outro destaque será a V8 Ultra S, versão equipada com duas baterias para ampliar a autonomia.

Segundo Luiz Brasil, proprietário da E-BIKE, a feira será uma oportunidade para aproximar o público das novas tecnologias de mobilidade elétrica. “As pessoas querem conhecer de perto os modelos, entender autonomia, potência, capacidade de carga e principalmente perceber o quanto conseguem economizar no dia a dia”, destacou.

De acordo com ele, um dos principais atrativos das bicicletas elétricas é justamente o custo-benefício. O valor médio de recarga varia entre R$ 0,50 e R$ 1,50 para trajetos de até 60 quilômetros, muito abaixo dos custos de combustível de veículos convencionais.

“Hoje, muita gente percebe que uma e-bike pode se pagar entre 12 e 18 meses quando comparada aos gastos com combustível, manutenção e transporte convencional”, explicou Luiz Brasil.

Outro ponto que tem despertado interesse do consumidor é a regulamentação. Conforme a Resolução CONTRAN 996/2023, bicicletas elétricas com motor de até 1000W, velocidade máxima de 32 km/h e pedal assistido não exigem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), emplacamento ou registro.

“Muita gente ainda acha que precisa de habilitação, mas os modelos da E-BIKE se enquadram dentro da regulamentação justamente por possuírem pedal assistido”, ressaltou o empresário.

Além da economia e praticidade, os modelos oferecem recursos tecnológicos voltados à segurança e conforto, como freios hidráulicos a disco, faróis em LED, setas, alarme integrado, cartão NFC e bateria removível, que pode ser carregada em qualquer tomada convencional.

A sustentabilidade também aparece como um dos motores de crescimento do setor. As bikes elétricas não emitem poluentes e utilizam baterias de lítio recicláveis, acompanhando uma tendência mundial de redução do impacto ambiental nos deslocamentos urbanos.

Dados da Aliança Bike apontam que o Brasil comercializou mais de 53 mil bicicletas elétricas em 2024, movimentando cerca de R$ 511 milhões, com crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior.

Para Luiz Brasil, o mercado brasileiro ainda enfrenta desafios, principalmente ligados ao preço inicial dos equipamentos e à infraestrutura urbana, mas a tendência é de crescimento acelerado nos próximos anos.

“A tecnologia está ficando cada vez mais acessível. O aumento da concorrência, a chegada de novas marcas e o avanço das baterias devem reduzir custos gradualmente. A mobilidade elétrica já deixou de ser tendência e passou a ser realidade”, afirmou.

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