NANUQUE – Uma ação integrada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) resultou na prisão de 31 pessoas durante a operação “Última Ordem”, deflagrada nesta terça-feira (7). O objetivo foi desarticular a cúpula de uma organização criminosa de atuação nacional, com forte presença no Vale do Jequitinhonha e na capital fluminense.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram de forma simultânea nas cidades de Nanuque, Teófilo Otoni, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Os alvos incluíam pontos estratégicos utilizados pela organização, como a Rua Ubá, em Nanuque, e a comunidade da Vila Kennedy, na zona oeste do Rio. De acordo com as investigações, o principal líder do grupo, mesmo preso no sistema penitenciário do Rio de Janeiro, continuava comandando as atividades criminosas à distância. Ele seria responsável por determinar desde a logística de distribuição de drogas até a execução de rivais.
As apurações também apontaram que a organização possuía uma estrutura bem definida, dividida em núcleos de finanças, logística e um braço armado. Este último era responsável por crimes violentos e também pela cooptação de mulheres e adolescentes para atuação no esquema. Durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas e circulação de moeda falsa. Além disso, os policiais apreenderam centenas de porções de maconha, crack e cocaína prontas para venda, cadernos com anotações detalhadas da contabilidade do tráfico e diversos aparelhos celulares, que passarão por perícia.
A operação “Última Ordem” mobilizou mais de 100 policiais, com o uso de 40 viaturas. Também participaram equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da polícia fluminense e o canil da PMMG. Segundo as forças de segurança, o nome da operação faz referência à interrupção do comando exercido pela liderança criminosa sobre os demais integrantes do grupo.
















