Governo Federal inaugura escritório do Programa Especial de Saúde do Rio Doce em Valadares

Governo Federal inaugura escritório do Programa Especial de Saúde do Rio Doce em Valadares
FOTO: Ascom AGSUS

GOVERNADOR VALADARES – O Governo Federal inaugurou nessa segunda-feira (30), em Governador Valadares, o escritório do Programa Especial de Saúde do Rio Doce (PES Rio Doce), estrutura criada para fortalecer o atendimento às populações atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. O novo Escritório Territorial passa a funcionar como ponto de articulação institucional e técnica do Ministério da Saúde nos municípios impactados pelo desastre.

A nova unidade busca aproximar as ações do governo das demandas apresentadas pelas comunidades atingidas e facilitar a interlocução entre gestores públicos, equipes técnicas e moradores dos territórios afetados. Além disso, o espaço deve organizar o fluxo de demandas e contribuir para a construção de soluções dentro da agenda de reparação.

O escritório também assume papel estratégico ao coordenar ações entre diferentes atores envolvidos no programa e ampliar a presença institucional nos municípios da bacia do Rio Doce.

O Governo Federal destaca que o Escritório Territorial representa a presença concreta do Ministério da Saúde junto às populações atingidas e reforça o compromisso com uma atuação contínua, próxima e articulada com os municípios.

Gestor interfederativo presente na inauguração

Durante a inauguração, Sergio Rossi, gestor interfederativo do PES Rio Doce, destacou que a abertura do Escritório Territorial representa um marco no processo de reparação voltado às populações atingidas pelo desastre. Segundo ele, a iniciativa carrega significado simbólico e institucional dentro da atuação do Ministério da Saúde.

“O ato da inauguração desse escritório do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, pra nós ele pode ser traduzido como respeito e compromisso. Acho que respeito pela dor, pela perda, pelos sofrimentos atingidos ao longo desses dez anos, mas um compromisso com o processo de reparação, principalmente o processo de reparação em saúde. Saúde que foi tão negligenciada ao longo desses dez anos.”

Ao comentar o papel do poder público no novo modelo de atendimento, Sergio Rossi lembrou uma fala do presidente Lula durante agenda realizada em Mariana e reforçou a substituição do modelo anterior por políticas públicas permanentes.

“O nosso presidente, no ato que foi realizado em junho no município de Mariana, ele falou que saía a Fundação Renova e entrava o SUS, entrava o poder público, entrava a política pública. E é isso que a gente quer e é isso que a gente veio construindo com esse programa, quando no processo de repactuação, ao invés de simplesmente pensar uma compensação, a gente estabeleceu que precisávamos construir um programa, um programa que pudesse cuidar das pessoas, levar a saúde, apoiar os gestores, os secretários, as secretárias municipais de saúde, pra que a gente possa ampliar e fortalecer o SUS, pra que ele dê conta de tantos desafios e complexidades.”


Além do escritório, o gestor confirmou a implantação de novas estruturas de saúde em Governador Valadares, voltadas ao monitoramento dos impactos causados pelo desastre ambiental. “Aqui no município de Governador Valadares, nós vamos ter também o Centro de Referência das Águas, o Centro de Referência de Exposição a Substâncias Químicas. Isso porque esse desastre, ele impactou e trouxe danos muito complexos e difíceis de lidar. Nunca antes, no SUS, a gente teve que lidar com um desastre que trouxe impactos e danos à saúde, à vida das pessoas, de forma tão abrangente, tão profunda.”

O Escritório Territorial está localizado na Avenida Israel Pinheiro, número 1.168, em frente ao Coelho Diniz, no bairro São Pedro.

Comments 2

  1. João Gomes Pereira Netto says:

    Mais um cabideiro de empregos para puxa sacos de políticos, pagos com dinheiro do povo!
    Não ficou clara a função do escritório (a não ser empregar os amigos).

  2. Wilson Assunção Gomes Barbara says:

    Des anos depois???? Me ajuda ai povo. O que esse pessoal vai fazer de concreto 10 anos apos o desastre? Gasto desnecessário

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