
GOVERNADOR VALADARES – O curso de Psicologia da Univale realiza nesta sexta-feira (15), a partir das 14h, a 7ª Caminhada da Luta Antimanicomial, em parceria com o serviço de Saúde Mental da Prefeitura de Governador Valadares. O evento também encerra a programação da VII Jornada Acadêmica de Psicologia, iniciada na terça-feira (12), e mobiliza estudantes, profissionais da saúde, pacientes, familiares e a comunidade em geral.
A organização da caminhada reúne as professoras Lucimária Alves, Mayara Peres e Priscila Coelho. A concentração ocorrerá na Praça Serra Lima, de onde os participantes seguirão pela Avenida Minas Gerais até a Praça dos Pioneiros com cartazes e mensagens de conscientização sobre saúde mental.
Segundo a professora Lucimária Alves, o objetivo da mobilização é reforçar a importância do cuidado em saúde mental e do fortalecimento das políticas públicas. “A caminhada celebra a Luta Antimanicomial para lembrar a população que saúde mental é para todos e que todos nós, nessa existência, podemos adoecer em algum momento. Por isso, precisamos nos cuidar e poder contar com a proteção das políticas públicas”, afirmou.
Além disso, Lucimária destacou que a iniciativa busca conscientizar estudantes e a população sobre o papel dos serviços públicos de saúde mental e o direito da população ao atendimento adequado.
Já a professora Mayara Peres ressaltou o compromisso social da universidade e convidou a população valadarense para participar da caminhada.
“Ajudar a garantir qualidade de vida para a população é missão da Univale, especialmente no curso de Psicologia. Nós fazemos isso formando profissionais competentes, qualificados e humanizados para o mercado de trabalho, mas também conscientes de que o trabalho da psicologia nos dispositivos públicos é essencial para garantir uma visão integrada e holística do ser humano. Nesta sexta vamos para a rua para dar voz a essa missão e a todos que precisam de atendimento”, declarou.
Durante a mobilização, os organizadores também pretendem ampliar o debate sobre o tratamento humanizado de pessoas em sofrimento mental. A professora Priscila Coelho explicou que os hospitais devem atuar como apoio nos casos graves, sem transformar o tratamento em isolamento permanente. “A prisão não trata, pelo contrário, porque o isolamento leva o homem ao adoecimento. Mas os cuidados permanecem dentro de toda a rede de proteção, inclusive a rede hospitalar, para apoiar os casos graves que necessitam de internação”, destacou.
Ainda segundo a organização, a caminhada integra o movimento social da Luta Antimanicomial, que defende o cuidado em liberdade, a inclusão social e o fortalecimento da assistência em saúde mental. Além disso, os organizadores reforçam a importância da manutenção dos serviços públicos, do acesso à medicação e do tratamento adequado para pessoas com transtornos mentais. A participação é aberta a toda a comunidade valadarense.









