Defesa da vida marca programação da Assembleia no Dia da Mulher

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FOTO:Divulgação

No momento em que os casos de feminicídio têm assombrado o País, a defesa da vida será este ano o grande marco da celebração do Dia Internacional da Mulher na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Com este objetivo, foi preparado, junto com movimentos e entidades parceiras, o evento Sempre Vivas – Mulheres em luta contra a violência. A programação será aberta na sexta-feira (8), com uma solenidade no Salão Nobre da Assembleia, às 9 horas.

Na sequência, às 9h30, na Galeria de Arte da ALMG, será inaugurada a exposição “Memórias de mulheres mineiras e brasileiras em busca de seus direitos”, do movimento Quem Ama não Mata. A abertura deve contar com a visitação de estudantes.

A programação do evento segue, na parte da tarde, na Praça 7 (esquina da rua dos Carijós), no Centro de Belo Horizonte. Ali, a partir das 12 horas, será realizada audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALMG, com a presença de diversos coletivos, entidades e órgãos públicos, que se revezarão em debates e rodas de conversas. Haverá ainda intervenções culturais na praça, com a participação, entre outros, do grupo teatral Morro Encena e da Batucada Núcleo Universitário da Marcha Mundial de Mulheres.

Às 18 horas, após o encerramento do evento, a praça receberá diversas outras manifestações pelo Dia da Mulher. Dessa forma, o local se tornará o ponto de encontro dos movimentos para um ato unificado.

Resistência

Na preparação do evento, a Assembleia e entidades parceiras consideraram crucial levar a temática do feminicídio para a rua, diante do aumento dos números de mulheres vítimas de violência em Minas Gerais. A intenção é alcançar mulheres fora das discussões tradicionais e conscientizar aquelas que não sabem que estão em uma relação abusiva, vivendo situações de violência física, psicológica ou patrimonial. Além de ser um ato de conscientização e indignação, o evento tem, ao mesmo tempo, o objetivo de celebrar aquilo que já foi conquistado pelas mulheres ao longo dos tempos, mostrando sua união e força, mesmo em contextos desfavoráveis.

Nessa direção, a identificação do evento “Sempre Vivas – Mulheres em luta contra a violência” enfatiza a intenção de valorizar a postura ativa e alerta das mulheres, para que permaneçam vivas, combatendo todas as formas de violência. Por isso a escolha das sempre vivas para remeter à programação, pois as plantas com esse nome, após colhidas e secas, conseguem resistir ao tempo, sendo símbolos de força, resiliência e capacidade de superação.