Apague o cigarro por amor à vida

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, foi criado em 1986 com o objetivo de reforçar a mobilização contra o tabagismo e chamar a atenção da população para os seus danos.

O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de fumantes. Apesar das constantes campanhas de combate ao tabagismo, as pesquisas indicam que ainda é grande o número de cigarros acesos neste país. Temos cerca de 18 milhões de fumantes (7 milhões de mulheres e 11 milhões de homens) que consomem 219 bilhões de cigarros, anualmente.

O que mais preocupa as autoridades envolvidas com o problema é o crescente número de adolescentes, entre 11 e 16 anos, que estão aderindo ao hábito de fumar. Agora, com a moda do narguilé, o problema se torna ainda mais sério, já que uma de suas características é a socialização. Um único cachimbo pode ser usado por várias pessoas simultaneamente. Isso torna o hábito mais atraente para essa faixa etária. Além disso, pelo fato de o narguilé ser usado com água, há a falsa sensação de que não causa mal à saúde.

De acordo com os dados disponíveis, o fumo é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão, 30% das mortes por outros tipos de câncer, tais como da boca, laringe, faringe esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo do útero, 25% das mortes por doenças cerebrovasculares e 85% das mortes por doenças pulmonares obstrutivas crônicas, tais como bronquite e enfisema. Além disso, outras doenças, como aneurismas arteriais, úlceras no trato digestivo e infecções respiratórias, são ampliadas e agravadas pelo fumo.

Deixar de fumar é deixar de pagar um alto preço, tanto em termos financeiros, considerando a economia que fumante fará ao abandonar o vício, como em relação à sua saúde. Quem não conseguir apagar o cigarro, certamente será apagado, pois há para cada fumante a perspectiva sombria de fazer parte dos milhões de doentes, muitos condenados à morte, com doenças decorrentes do tabagismo. Estima-se que no Brasil, a cada hora, 10 brasileiros tenham suas vidas apagadas, simplesmente, porque mantiveram seus cigarros acesos.

O pior é que nem todos os que desejam parar de fumar têm sido bem-sucedidos em suas tentativas. Isso porque fumar, mais do que um hábito, é uma dependência. Os que se propõem a parar, além de terem que lutar contra a força do hábito, precisam vencer a resistência do organismo, que, através de uma série de manifestações incômodas, cobram o retorno ao vício.

Se você é um fumante, o meu apelo é direto: Abandone esse vício! Faça isso por amor à sua vida! Eu sei que não é fácil, mas é possível. Use a sua força de vontade, mas, acima de tudo, busque força em Jesus. Ele veio ao mundo para nos libertar de toda e qualquer escravidão, e ninguém pode negar que o vício seja uma escravidão, das piores. Entregue-se a ele e experimente a liberdade total. Foi Jesus mesmo que disse: “Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36).

Sebastião Arsênio | Pastor da Igreja Batista da Esplanada em Governador Valadares