Virgolândia e outras cinco cidades passam a receber recursos federais para Centros de Convivência

FOTO: Reprodução Instagram Prefeitura de Virgolândia

VIRGOLÂNDIA – Virgolândia e outras cinco cidades mineiras conquistaram habilitação federal para os Centros de Convivência (CECOs), que integram a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, os municípios passam a receber recursos do Ministério da Saúde para fortalecer as ações de saúde mental, inclusão social, cultura, lazer e geração de renda.

Além de Virgolândia, foram habilitados Centros de Convivência nos municípios de Betim, Boa Esperança, Contagem, Curvelo e Uberlândia

Ao todo, os seis municípios mineiros receberão, juntos, um aporte anual de R$ 2,7 milhões para manter as atividades dos Centros de Convivência. Os espaços promovem saúde mental e inclusão social por meio de iniciativas nas áreas de arte, cultura, esporte, lazer e geração de renda.

Além das cidades mineiras, o Ministério da Saúde habilitou serviços em municípios de Santa Catarina e do Rio de Janeiro. Ao todo, oito Centros de Convivência estão entre os primeiros do país a receber recursos federais específicos para fortalecer esse tipo de atendimento. As unidades contempladas nos três estados receberão, juntas, R$ 3,6 milhões por ano para o custeio das atividades.

As Portarias GM/MS nº 12.016 e GM/MS nº 12.013, de 23 de julho de 2026, oficializaram as habilitações. O Ministério da Saúde publicou os atos no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, os Centros de Convivência integram a Rede de Atenção Psicossocial há anos e têm papel importante na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social.

“Os Centros de Convivência já fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial há muitos anos e demonstram, na prática, sua potência na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social. Com a habilitação e o financiamento federal fortalecemos uma estratégia fundamental para a reabilitação psicossocial e para a construção de vínculos comunitários” , afirma.

Espaços promovem inclusão e fortalecem vínculos sociais

Os Centros de Convivência funcionam como espaços comunitários destinados ao fortalecimento dos laços sociais, à promoção da cidadania e ao incentivo ao protagonismo dos participantes. Dessa forma, a população pode participar de atividades de convivência, cultura, esporte, lazer e economia solidária.

Além disso, os CECOs desenvolvem ações relacionadas à arte, cultura, comunicação, esporte, lazer, economia solidária, comercialização e formalização de empreendimentos. Essas iniciativas estimulam a participação social, a troca de conhecimentos e a construção de vínculos entre os participantes.

Os frequentadores também podem atuar como aprendizes e, posteriormente, como multiplicadores dos conhecimentos adquiridos. Assim, os espaços ajudam a ampliar a circulação das pessoas pelos territórios, fortalecer a convivência comunitária e criar oportunidades de inclusão social.

Entre as atividades estão iniciativas de artesanato, culinária e outros empreendimentos coletivos. Além de estimular a autonomia e o reconhecimento das potencialidades de cada participante, essas ações podem contribuir para a geração de renda e para a inserção social.

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