Valadarenses desaprovam a prática de fura fila na da covid

Valadarenses ouvidos pela reportagem nas ruas da cidade condenam essa prática, por poder prejudicar quem está realmente precisando da vacina com mais urgência

O início da vacinação contra a covid-19 foi motivo de comemoração para muitas pessoas. No Brasil, a aplicação das vacinas começou nos profissionais da saúde. Agora, na teoria, devem estar sendo vacinados idosos, grávidas, puérperas e pessoas com comorbidades. Mas, na prática, há pessoas que não fazem parte desse público-alvo e que estão procurando alguma forma de entrar na fila antes da hora. Isso se confirma pelas inúmeras denúncias que chegam ao Ministério Público (MP), de pessoas que estão recorrendo a todo tipo de irregularidade, inclusive tentando conseguir falso atestado médico, para conseguir receber as doses da vacina contra a doença causada pelo coronavírus.

Um caso curioso e que chamou a atenção foi a prisão de 17 homens no município mineiro de Divinópolis-MG. Eles fingiram estar “grávidos” para tentar furar a fila da vacinação. Além deles, outras 200 pessoas também estão sob investigação, o que gerou repercussão nas redes sociais. Os 17 homem foram descobertos antes que chegar à etapa presencial e, por isso, não conseguiram se vacinar. No entanto, em todo o país, várias pessoas conseguiram furar a fila e vacinar antes da hora.

No Paraná, por exemplo, os números de CPF de 90 pessoas mortas foram usados para furar a fila de vacinação, segundo dados levantados pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que desde janeiro já registrou 772 denúncias de pessoas vacinadas que não se encaixam nos grupos prioritários.

Procurado, o chefe do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRMMG) disse que, caso alguém suspeite que algum médico esteja falsificando atestados, deve-se fazer uma denúncia ao CRM, que irá apurar os fatos. Ainda segundo Márcio, o CRM soltará uma nota com recomendação aos médicos.

“O atestado médico é um documento com presunção de veracidade. Por isso, caso haja suspeita sobre o mesmo, uma denúncia específica deve se feita ao Conselho Regional de Medicina, que irá apurar os fatos e tomar as medidas necessárias”, contou.

A valadarense Geovana Manzili, de 23 anos, estudante de enfermagem, contou que é a favor da vacina contra a covid-19, mas entende que falsificar documentos para fingir comorbidade ou gravidez é fruto da falta de empatia e consciência das pessoas. “Sou completamente a favor da vacina, afinal, essa imunização é importante, e esperamos muito tempo por ela. Eu entendo as pessoas quererem a vacina logo, mas acho que precisamos nos colocar mais no lugar do outro e ter mais consciência. A prioridade hoje é para essas pessoas, grávidas e com alguma comodidade, e a vez de todo mundo vai chegar.”

A estudante de enfermagem Geovana Manzili diz que entende o desejo das pessoas de receber a vacina, mas condena a prática da falsificação

A valadarense Vera Lúcia, de 52 anos, além de atleta, é ativista do projeto solidário denominado “World Peace”, nos Estados Unidos. Ela disse que as pessoas têm o direito de querer ou não a vacina, mas furar a fila é falta respeito com o próximo. Segundo ela, as autoridades precisam fazer uma intervenção eficaz. “Acho que todos nós somos iguais e temos direitos iguais. Então, independente do vírus, acho que as pessoas têm o direito de querer ou não tomar a vacina. Mas furar a fila é uma total falta de respeito com o direito do próximo. Acho que a ética e a moral vão da consciência de cada um, e que autoridades devem aplicar a lei e punir essas pessoas, principalmente os médicos.”

Vera Lúcia, do projeto World Peace, espera a punição dos envolvidos na prática de falsificação

“A vacina é o melhor método de prevenção. Claro que temos a máscara e álcool gel, mas acho que, para o impedimento da proliferação do vírus, só a vacina mesmo. Essa falsificação é fruto de falta de caráter das pessoas. Muita gente tem comorbidade e realmente necessita da vacina. Então, quem se submete a uma situação dessas tem um desvio total de caráter”, avaliou a arquiteta Áurea Mendes, de 27 anos.

A arquiteta Áurea Mendes é a favor da vacinação e vê essa prática de burlar o sistema para vacinar como falta de caráter das pessoas

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