SÃO DOMINGOS DAS DORES – Dois homens foram mortos a tiros após uma discussão motivada pela poda de uma árvore, na tarde de terça-feira (11), no Córrego do Belém, zona rural de São Domingos das Dores, no Vale do Rio Doce.
As vítimas foram identificadas como Miguel Chagas da Silva, de 75 anos, e Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos, também conhecido como “Tiquinho”.
Segundo informações repassadas à Polícia Militar, Tiquinho e o filho foram até um terreno para podar um pé de manga que ficava na divisa entre duas propriedades. No local, eles se desentenderam com Miguel, morador de um dos terrenos, que não teria concordado com a poda.
Durante o desentendimento, Miguel teria sacado uma arma e disparado contra Tiquinho. Na sequência, o filho da vítima entrou em luta corporal com Miguel, conseguiu desarmá-lo e, em seguida, efetuou um disparo contra ele.
Tiquinho chegou a ser socorrido com vida e encaminhado para um hospital em Caratinga, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada na unidade de saúde. Miguel morreu ainda no local da ocorrência.
A Polícia Militar realizou buscas na região e localizou o filho de Tiquinho. Segundo a PM, ele não ofereceu resistência e entregou voluntariamente a arma utilizada.
A Polícia Civil vai investigar o caso para esclarecer a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias que levaram aos dois disparos.
Defesa
Em nota, a defesa do filho de Tiquinho afirmou que o jovem está profundamente abalado pela morte do pai. Segundo os advogados, ele é religioso e teria reagido diante de uma situação concreta de risco. A defesa sustenta ainda que vídeos, depoimentos e o interrogatório reunidos inicialmente pela autoridade policial dão respaldo à tese de legítima defesa.
Os advogados informaram também que o jovem foi liberado ainda na terça-feira, após os procedimentos iniciais. A defesa pede que a comoção provocada pela tragédia não substitua a análise das provas e das circunstâncias do caso. Segundo os advogados, duas famílias foram atingidas pela situação e o momento exige respeito e serenidade.
A Polícia Civil deve dar continuidade às investigações para esclarecer toda a dinâmica dos fatos e as responsabilidades envolvidas. A legítima defesa é a tese apresentada pela defesa e ainda será analisada pelas autoridades competentes.














