GOVERNADOR VALADARES – Uma ocorrência de acidente de moto registrada na noite de segunda-feira (19), no bairro Nossa Senhora das Graças, em Governador Valadares, evidenciou as dificuldades enfrentadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) devido à retenção de macas das próprias ambulâncias do serviço no Hospital Municipal. Segundo o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência do Leste de Minas (CONSURGE), responsável pelo atendimento na região, a falta de macas disponíveis nas ambulâncias prejudicou o atendimento da ocorrência.
Segundo o consórcio, os equipamentos permanecem ocupados por pacientes que aguardam atendimento hospitalar, o que compromete a liberação das ambulâncias para novos chamados.
O consórcio informou que já comunicou formalmente o Município, os responsáveis pelo hospital e o Ministério Público. Em resposta, a Prefeitura atribuiu o problema à superlotação da unidade e à falta de leitos, situação agravada pelo aumento da demanda após um acidente rodoviário recente.
O consórcio alerta que a demora na liberação dos equipamentos compromete o funcionamento do serviço, pois mantém as ambulâncias paradas e reduz a capacidade de resposta a novas ocorrências. O diretor executivo do CONSURGE, Ernany Duque, destacou a gravidade da situação e a necessidade de providências para normalizar os atendimentos de urgência e emergência.
Prefeitura aponta superlotação e falta de leitos
Em nota, a Prefeitura de Governador Valadares, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que o Hospital Municipal enfrenta superlotação e escassez de leitos. Segundo a administração, um acidente rodoviário recente aumentou a procura por internações e procedimentos cirúrgicos, agravando as dificuldades da unidade.
Além disso, a Prefeitura apontou falhas na integração entre os serviços responsáveis pela regulação de leitos na Macrorregião Leste. Conforme a nota, pacientes de outros hospitais da região chegam ao Hospital Municipal sem que os órgãos responsáveis confirmem previamente a disponibilidade de vagas.
Na avaliação do Município, esse fluxo concentra os atendimentos na unidade e dificulta o encaminhamento de pacientes para outros hospitais habilitados pelo Estado.
Hospital Nossa Senhora das Graças tem 14 leitos ocupados
A Prefeitura também informou que o Hospital Nossa Senhora das Graças mantém 14 leitos ocupados por pacientes que aguardam cirurgia. Desse total, quatro pacientes integravam o mapa cirúrgico previsto nesta terça-feira (20).. Após os procedimentos, a própria unidade também ficará responsável pela recuperação desses pacientes.
Município busca soluções para a rede de saúde
Para enfrentar o problema, a gestão municipal busca diálogo com os órgãos responsáveis pela regulação de leitos em toda a Macrorregião Leste. O objetivo é melhorar a comunicação entre os serviços e organizar os encaminhamentos de pacientes, evitando a concentração da demanda em um único hospital.
Enquanto isso, as equipes médicas trabalham para aproveitar melhor as vagas disponíveis. A Prefeitura, porém, reconhece que a quantidade de leitos não atende a toda a demanda regional.
O Município afirma que acompanha a situação e busca alternativas para garantir a continuidade da assistência à população. Já o CONSURGE cobra providências para liberar as macas e permitir que as ambulâncias retomem plenamente os atendimentos.







