REDAÇÃO – A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) já prendeu mais de 2,5 mil pessoas com mandados de prisão em aberto desde o início de 2025, com o apoio da tecnologia de reconhecimento facial. A ferramenta auxilia os policiais no patrulhamento e permite identificar suspeitos procurados pela Justiça com mais rapidez.
De acordo com os dados da corporação, aproximadamente 70% das prisões envolvem mandados relacionados a crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, homicídio, estupro e ameaça. Outros 17% correspondem a mandados por falta de pagamento de pensão alimentícia.
A PMMG integra a tecnologia ao sistema de videomonitoramento da corporação. Câmeras instaladas em vias públicas captam imagens em tempo real e enviam os registros para uma central, onde o sistema compara os rostos com as informações disponíveis nos bancos de dados policiais.
Quando identifica uma possível correspondência com alguém que possui mandado de prisão em aberto, a ferramenta envia um alerta às equipes que atuam nas ruas. Em seguida, os militares abordam a pessoa e conferem os dados antes de tomar as providências necessárias.

Para o major Renato Farina Barreto, gestor de Pesquisa e Projetos da Diretoria de Tecnologias e Sistemas da PM, a agilidade no compartilhamento das informações representa um dos principais benefícios da ferramenta.
“A tecnologia reduz o intervalo entre a identificação e a atuação policial. O alerta chega à equipe que está no patrulhamento, que faz a abordagem e verifica a situação. É uma ferramenta que complementa o trabalho que o policial já realiza diariamente nas ruas”, explica o major Renato Farina Barreto.
Sistema amplia alcance e ganha novas aplicações na segurança pública
De acordo com major Renato Farina Barreto, o projeto começou em fase de testes, com um número reduzido de câmeras, mas ganhou escala ao longo dos 20 meses de desenvolvimento. Atualmente, a PMMG trabalha na migração do sistema para uma nova infraestrutura de servidores de hiperconvergência.
Com a mudança, a corporação pretende ampliar o reconhecimento facial e oferecer suporte a outras soluções tecnológicas voltadas à segurança pública.
Além do monitoramento em pontos fixos, a PMMG também pode levar a tecnologia para diferentes regiões e grandes eventos. Para isso, utiliza equipamentos com câmeras integradas ao sistema, como drones e o cão robô adquirido recentemente. Essa mobilidade permite que os policiais utilizem a ferramenta sem precisar instalar uma estrutura permanente em cada local.
Outro recurso destacado pela corporação é a capacidade de reconhecimento mesmo quando a pessoa esconde parte do rosto ou utiliza acessórios. Segundo o major Renato Farina Barreto, o sistema consegue identificar indivíduos que estejam usando óculos, chapéus ou bonés.
PMMG busca ampliar rede de câmeras
Para aumentar o alcance da tecnologia, a Polícia Militar mantém aberto um chamamento público que busca integrar ao sistema câmeras de monitoramento de diferentes espaços.
A proposta inclui equipamentos instalados em estações de ônibus, rodoviárias, metrô e unidades de saúde. A corporação também pretende estabelecer parcerias com empresas privadas que monitoram áreas de circulação pública, como shoppings, supermercados e drogarias.
A proposta busca fortalecer a parceria entre o poder público e a iniciativa privada, ampliar o alcance do reconhecimento facial e potencializar o uso da tecnologia em favor da segurança da população










